Brasil Polícia Federal prende doleiro do PCC em resort de luxo em MG

Polícia Federal prende doleiro do PCC em resort de luxo em MG

Wilson Decaria Junior é apontado pela PF e pelo MP como um dos principais movimentadores de dinheiro da facção

  • Brasil | Tony Chastinet, da Record TV

Prédio da superintendência da PF em SP

Prédio da superintendência da PF em SP

Rogério Galasse / Futura Press / Folhapress - 16.11.2020

A Polícia federal prendeu na tarde desta quinta-feira (21) Wilson Decaria Junior, apontado como o principal doleiro do PCC, em um resort de luxo em Itapeva (MG). Ele era procurado pela morte do advogado Francisco Assis Henrique, em 19 de junho de 2019, na zona sul de São Paulo.

De acordo com a PF, a prisão foi uma ação conjunta com a Polícia Militar de São Paulo e com o Departamento Penitenciário Nacional. Decaria Júnior já foi alvo das operações Sharks e Tempestade, da Polícia Federal, que mirou a lavagem de dinheiro da facção.

Decaria Júnior, conhecido como Tio, é réu no processo da morte do advogado na 3º Vara do Júri. De acordo com a denúncia do Ministério Público, ele devia R$ 2,5 milhões para o advogado e teria pago R$ 500 mil para os matadores executarem a vítima.

Em 19 de abril de 2021, a Justiça pronunciou Tio e outros quatro acusados de matar o advogado e o caso seguiu para júri popular, que ainda não tem data marcada. Decaria Júnior estava foragido e com mandado de prisão pelo homicídio.

O crime aconteceu em um posto de combustíveis na região de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Em 23 de agosto de 2020, reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo, da Record TV, no Domingo Espetacular, revelou detalhes inéditos do crime. Tio já era citado na reportagem como investigado pelo envolvimento na morte do advogado.

Pouco tempo depois da reportagem, em setembro de 2020, Decaria Júnior apareceu como alvo da Operação Sharks que mirou o esquema de lavagem de dinheiro do PCC. E com a delação do piloto Felipe Ramos Morais, que foi preso por envolvimento na morte de dois líderes do PCC, Tio foi alvo da Operação Tempestade, em maio do ano passado. A ação também mirou as finanças da facção criminosa.

O advogado Mauro Nacif, que defende Wilson Dacaria Júnior, disse que o cliente é inocente e que ele não conhecia a vítima. O advogado também informou que o Dacaria Júnior foi inocentado das acusações de ser o “Tio” – doleiro do PCC – na Justiça Federal de São Paulo. Segundo o defensor, teria ocorrido um equívoco e o cliente não seria o homem conhecido como “Tio”.

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