Novo Coronavírus

Brasil Presidente do STF sai em defesa da imprensa e do Judiciário

Presidente do STF sai em defesa da imprensa e do Judiciário

Antônio Dias Toffoli, ao abrir sessão virtual nesta quarta-feira (6), pregou a união entre os Poderes durante a pandemia do novo coronavírus

  • Brasil | Ricardo Pedro Cruz, do R7

Dias Toffoli saiu em defesa do trabalho da imprensa

Dias Toffoli saiu em defesa do trabalho da imprensa

MARCELO CHELLO/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao abrir uma sessão virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (6), o presidente da Corte, Antônio Dias Toffoli, saiu em defesa do trabalho da imprensa e do Judiciário e pregou a união entre os Poderes durante a crise do novo coronavírus.

O ministro condenou a violência contra jornalistas no País e, também, exaltou o papel fundamental dos órgãos de comunicação na consolidação do processo democrático. 

"Repudio todo e qualquer tipo de agressão a profissionais da imprensa. Sem imprensa livre, não há liberdade de expressão e informação. Sem imprensa livre, não há democracia", disse Toffoli, que completou: "Desde 1988, estamos assistindo ao avanço e fortalecimento das instituições brasileiras. Devemos esse avanço, em grande medida, à imprensa."

No domingo (3), um fotógrafo do jornal O Estado de S.Paulo e o motorista da empresa foram agredidos por manifestantes durante um ato em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. O protesto, que tinha como alvos o STF e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também pedia intervenção militar.

Na sequência, o presidente do STF classificou a crise sanitária como "pandemia sem precedentes no Brasil e no mundo, com reflexos dramáticos na vida de inúmeros brasileiros" e que a imprensa, indiscutivelmente, tem sido essencial na mediação das informações relevantes para a população. 

O magistrado pediu, ainda, união entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. De acordo com o ministro, o momento pede "harmonia, equilíbrio entre os poderes da República e os estados" para que as autoridades possam se concentrar em ações de enfrentamento à covid-19. 

Por fim, Toffoli rejeitou qualquer tipo de ameaça em contestação as sentenças proferidas pelo STF, disse que os recursos devem seguir os procedimentos legais e lembrou que a instituição é a "última trincheira dos direitos fundamentais e humanos" no Brasil. 

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