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Brasil Pressão para saída de Araújo aumenta com carta de prefeitos

Pressão para saída de Araújo aumenta com carta de prefeitos

Nota divulgada pela FNP classifica as ações do ministro das Relações Exteriores de "trapalhadas e destrutivas"

  • Brasil | Do R7

Ernesto Araújo durante audiência pública no Senado

Ernesto Araújo durante audiência pública no Senado

TV Senado / Reprodução

A FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) divulgou carta pedindo ao governo federal que demita o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em função do seu "leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas" e para que o Brasil "reverta a política externa desastrosa que vem adotando".

As críticas à atuação de Araújo se intensificaram nos últimos dias após senadores, durante sessão de debate na última quarta-feira (24), terem pedido sua saída. O chanceler foi questionado enquanto falava das dificuldades enfrentadas pelo Brasil para a compra de vacinas contra a covid-19.

"O cenário de enfrentamento à pandemia da covid-19 tomou contornos catastróficos no país. O desenho de tragédia está estabelecido, há insuficiência de doses de vacinas, aumento incontrolado de novas variantes do vírus, falta de leitos, escassez de oxigênio e medicamentos, além de uma diplomacia que tem cometido repetidos desatinos, em um momento no qual o apoio internacional é indispensável", diz a carta da FNP.

"O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, já apresentou um leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas. Agora, veio à tona sua postura contrária ao ingresso do Brasil no consórcio global Covax Facility, que entregou um milhão de doses de vacina AstraZeneca/Oxford em 21 de março e ainda deverá entregar outras 41 milhões", acrescenta o documento.

Para os prefeitos, é urgente "a necessidade de medidas tempestivas para tentar recuperar a imagem do país no exterior". Caso isso não seja feito, o país pode comprometer, ainda mais, "a inescapável e urgente aquisição de vacinas contra o coronavírus".

A situação ficou ainda mais insustentável após o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, durante sessão no Senado, fazer um gesto que os parlamentares consideraram ofensivo. O gesto teria conexão com supremacistas brancos. Ele nega dizendo que estava ajustando terno.

Veja a carta na integra:

A POSTURA DIPLOMÁTICA BRASILEIRA COMPROMETE O ENFRENTAMENTO À PANDEMIA

O cenário de enfrentamento à pandemia da COVID-19 tomou contornos catastróficos no país. O desenho de tragédia está estabelecido, há insuficiência de doses de vacinas, aumento incontrolado de novas variantes do vírus, falta de leitos, escassez de oxigênio e medicamentos, além de uma diplomacia que tem cometido repetidos desatinos, em um momento no qual o apoio internacional é indispensável.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, já apresentou um leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas. Agora, veio à tona sua postura contrária ao ingresso do Brasil no consórcio global Covax Facility, que entregou um milhão de doses de vacina AstraZeneca/Oxford em 21 de março e ainda deverá entregar outras 41 milhões.

Forçoso destacar que o país poderia ter optado, neste arranjo multilateral liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela compra de 168 milhões de doses, quatro vezes mais do que o contratado. Ocorre que neste momento de pandemia não há espaço para o que vem sendo relevado desde a posse do atual Ministro.

Diante disso, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) registra sua apreensão e preocupação com esse contexto. Clama, portanto, para que o governo federal assuma sua responsabilidade, substitua o Ministro e reverta a política externa desastrosa que vem adotando.

É premente a necessidade de medidas tempestivas para tentar recuperar a imagem do país no exterior, sob pena de comprometer, ainda mais, a inescapável e urgente aquisição de vacinas contra o coronavírus.

Brasília, 26 de março de 2021.
Frente Nacional de Prefeitos

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