'Problema não é recurso' para combate à covid-19, diz Pazuello

Secretário-executivo do Ministério da Saúde informou que governo federal já enviou mais de R$ 60 bilhões a estados e municípios

Pazuello apresentou o que já foi feito pelo ministério

Pazuello apresentou o que já foi feito pelo ministério

Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo - 27.4.2020

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira (11) que todos os recursos necessários aos estados e municípios para o enfrentamento da covid-19 foram liberados pelo governo federal. Em declaração à imprensa, no Palácio do Planalto, ele falou que "o problema hoje não é recurso".

"O problema não foi recurso. Os estados e municípios tiveram capacidade alocada por recursos de fazer o seu preparo. Essa foi a primeira parte da tarefa, se preparar para ação, se preparar para o efetivo combate ao coronavírus."

Pazuello fez uma apresentação em que detalhou as transferências feitas aos entes federados, valores que chegam à cifra de R$ 60,4 bilhões.

O maior montante foram os repasses de rotina, na ordem de R$ 32,9 bilhões. Especificamente para o combate à covid-19, estados e municípios receberam R$ 5,3 bilhões do Ministério da Saúde.

Houve também a assinatura de quatro medidas provisórias, que somam R$ 19,1 bilhões. Emendas parlamentares, individuais ou de bancadas, totalizam 3,3 bilhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, em material e suprimentos, já foram enviados às unidades da federação 83 milhões de equipamentos de proteção individuais (R$ 224 milhões); 2,1 milhões de testes diagnósticos RT-PCR (R$ 654 milhões); 4,7 milhões de testes rápidos (doados pela Vale).

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O pasta já habilitou 3.352 leitos de UTI em todas as unidades da federação, no valor de R$ 484,6 milhões.

O grande desafio continua, no entanto, sendo a compra de respiradores. Até agora, o Ministério da Saúde conseguiu adquirir 557 unidades (ao custo de R$ 31,9 milhões).

Técnicos do Ministério da Saúde tentam adquirir no Brasil e no exterior, sem intermediários, a compra dos equipamentos, fundamentais para a montagem de UTIs, que recebem casos graves de covid-19.