Brasil Procurador compara decisão do STF a decreto ‘salva ladrões’ italiano

Procurador compara decisão do STF a decreto ‘salva ladrões’ italiano

Roberson Pozzobon, que integra a força-tarefa da Lava Jato, disse que "já chovem Habeas Corpus", após o 6 a 5 contra a prisão em segunda instância

Procurador compara decisão do STF a decreto ‘salva ladrões’ italiano

O procurador da República Roberson Pozzobon

O procurador da República Roberson Pozzobon

TRF4/Divulgação

O procurador da República Roberson Pozzobon, que integra a força-tarefa da Lava Jato, disse nesta sexta (8) que "já chovem Habeas Corpus", no rastro da decisão do Supremo de negar a possibilidade de prisão após segunda instância.

Ele postou no Twitter: “O Brasil ganha uma nova expressão idiomática: ‘Feliz como um condenado’”.

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Na manhã desta sexta (8), a defesa do ex-presidente Lula já protocolou o pedido de liberdade do petista com base no entendimento do STF.

Pozzobon comparou a decisão da Corte máxima com o decreto Biondi, ‘que resultou na soltura de todos os investigados da Operação Mãos Limpas’ – operação italiana similar à Lava Jato. “Ele ficou conhecido como decreto ‘salva ladri’ (salva ladrões)”.

Ele escreveu que ‘dias melhores’ virão para o Brasil. “Determinadas decisões, leis e medidas podem até adiar um pouco (às vezes muito), mas jamais impedirão que tais dias cheguem. Sigamos, sem desanimar, que a caminhada é longa e ninguém disse que seria fácil.”

Nesta quinta (7), o Supremo Tribunal Federal votou por 6 votos a 5 para reformar entendimento de 2016 e considerar inconstitucional a possibilidade de antecipação do cumprimento da pena após a condenação em segunda instância.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, um dos autores da Ação Direta de Inconstitucionalidade que foi julgada na quinta, disse que ‘direito de defesa e presunção de inocência saem fortalecidos’.

Já a força-tarefa da Lava Jato, a qual considera a prisão em segunda instância um pilar de suas ações, considerou que a decisão do Supremo é dissonante com ‘sentimento de repúdio à impunidade’”.