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Brasil Procurador diz que há provas de corrupção de Lula no caso de Atibaia

Procurador diz que há provas de corrupção de Lula no caso de Atibaia

Maurício Gotardo Gerum, do MPF, afirmou ainda que foi garantida ampla defesa ao ex-presidente; advogado do petista pediu anulação do processo

  • Brasil | Márcio Pinho, do R7

Luiz Cláudio Barbosa/Código19/Estadão Conteúdo – 24.3.2017

O procurador do Ministério Público Federal Maurício Gotardo Gerum afirmou na manhã desta quarta-feira (27), no julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sitio de Atibaia, que as provas relativas às reformas feitas em sítio usado pelo ex-presidente deixam claro que houve corrupção e que o objetivo das empresas participantes era obter vantagens na Petrobras. “Mais uma vez, restou plenamente comprovado que Lula se corrompeu”, afirmou.

O procurador disse ainda que foi garantida ampla defesa ao ex-presidente, já que o processo se trata de uma “chaga profunda” na democracia brasileira.
“Nós estamos tratando de um ex-presidente da República, extremamente popular, defensor de uma relevante pauta de direitos sociais, e que poderia passar a história como um dos maiores estadistas do século 21. Mas que, ao contrário, optou por compactuar e participar de um esquema de dilapidação dos cofres públicos, o que contribui e muito para o descrédito de um discurso auspicioso de equalização social, que se demonstrou na prática uma cortina de fumaça, para permitir os maiores desmandos com a coisa pública”, disse.

Em seguida, o advogado de defesa da Lula Cristiano Zanin pediu a nulidade do processo a apontou diversas falhas que teriam sido praticadas pelo Judiciário. Ele citou decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que indicam que a Justiça de Curitiba não teria competência para julgar o caso. Segundo Zanin, a defesa pede a suspeição de membros do MPF e do ex-juiz Sergio Moro, que teriam se mostrado parciais durante o processo.

“Moro conduziu instrução com claros objetivos políticos, em busca dos aplausos e para construir a imagem de combatente, que é incompatível com a imagem do juiz. Basta ver onde está o ex-juiz agora. Assumiu um cargo político. Esse fato por si é suficiente para mostrar a atuação política que norteou esse processo. Se houver dúvida sobre a imparcialidade, há que se reconhecer a suspeição”, disse.

Ele citou ainda a decisão da juíza Gabriela Hardt, que teria plagiado parte de uma decisão anterior de Moro sem citá-lo na sentença. “O apelante não teve direito a um processo justo, a um julgamento justo, imparcial, independente”, disse Zanin.

O advogado afirma ainda que não há prova de prática de corrupção.

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