CPI da Covid

Brasil Próximo depoimento da CPI será no dia 3 de agosto, anuncia Randolfe

Próximo depoimento da CPI será no dia 3 de agosto, anuncia Randolfe

Comissão que investiga governo Bolsonaro fará pausa de pouco mais de duas semanas por causa do recesso parlamentar

  • Brasil | Do R7

CPI ainda será prorrogada pelo menos até o dia 1º de novembro

CPI ainda será prorrogada pelo menos até o dia 1º de novembro

Marcos Oliveira/Agência Senado

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou ao fim da sessão desta quinta-feira (15) que a comissão deve interromper os depoimentos por pouco mais de duas semanas devido ao recesso parlamentar.

"Eu queria, antes de terminar, esta que é a última oitiva da CPI, da Comissão Parlamentar de Inquérito, antes do recesso, visto que dentre e pouco nós deveremos estar votando a Lei de Diretrizes Orçamentárias, determinar para a Secretaria da CPI que, no retorno dos trabalhos, no dia 3 de agosto, na primeira terça", disse. 

A comissão, que investiga omissões do governo Bolsonaro e desvios de verbas federais por estados e municípios no combate à pandemia de covid-19, foi prorrogada nesta quarta-feira (14) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

A CPI foi instalada em 27 de abril com prazo de 90 dias. Com a prorrogação, a investigação prosseguirá pelo menos até o dia 1º de novembro, com a possibilidade de ser postergada até completar 1 ano.

Em sua última semana antes do recesso, a CPI ouviu envolvidos em supostos esquemas de corrupção no Ministério da Saúde para a compra de vacinas. A primeira denúncia surgiu depois que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, Ricardo Miranda, acusaram a cúpula da pasta de compra irregular da vacina Covaxin

Poucos dias depois, o representante comercial da Davati e policial militar, Luiz Dominguetti, revelou que o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias teria pedido propina a ele durante um jantar para a compra de vacinas contra covid-19. 

Esta negociação citada por Dominguetti está envolvido é cercada de suspeitas de corrupção, inclusive das empresas que estariam oferecendo vacinas. A Davati dizia ter 400 milhões de doses da Astrazeneca (que não trabalha com intermediárias) ao governo federal.

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