Brasil Quase 60% da população apoia liberação da maconha para uso medicinal

Quase 60% da população apoia liberação da maconha para uso medicinal

Segundo pesquisa, apenas 19% dos entrevistados se mostraram favoráveis à legalização da erva

Quase 60% da população apoia liberação da maconha para uso medicinal

Dados mostram que 37% das pessoas querem que erva siga proibida

Dados mostram que 37% das pessoas querem que erva siga proibida

31.12.13/ REUTERS/Rick Wilking

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) revela que 57% da população apoia a legalização da venda da maconha para fins medicinais e com a apresentação de uma receita médica. Ao passo que para 37% dos entrevistados a maconha deve continuar totalmente proibida.

Medidas mais liberal como a venda para uso recreativo ou mesmo à legalização total da erva foram defendidas somente por 19% das pessoas. Finalizando, 6% disseram não ter opinião formada sobre o tema.

A pesquisa, que foi realizada pela empresa Expertise, realizou 1.259 entrevistas online entre os dias 24 a 27 de janeiro e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

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A empresa resolveu fazer a pesquisa para saber a opinião dos brasileiros sobre o assunto após a ampla discussão gerada pela legalização da erva no Uruguai para produção e venda e, logo em seguida, no Colorado e em Washington para consumo para maiores de 21 anos.

Outro dado significativo apresentado é que 26% da população diz que já experimentou a droga e 4% destes dizem fumar maconha diariamente.

Do outro lado, 76% da população dizem nunca ter utilizado – sendo que 69% destas pessoas afirmaram que a principal razão é por falta de curiosidade, e 16% porque consideram prejudicial à saúde.

O estudo propôs ainda algumas comparações com outras substâncias lícitas. Nesses testes, 78%dos entrevistados consideraram a maconha tão ou mais prejudicial do que as bebidas alcoólicas e 74% afirmam que ela é tão ou mais nociva do que o cigarro.

Além das perguntas sobre uso, fins e perigos à saúde, a pesquisa abordou quando as pessoas fumaram a droga pela primeira vez, onde deveria ser vendida e usada, e aprofundou mais a questão, levando-a para o âmbito familiar.

Nesse cenário, seis em cada 10 entrevistados afirmaram ter parentes e/ou amigos próximos que fumam maconha.