CPI da Covid

Brasil Queiroga alerta para falta de IFA de vacinas em julho e em agosto

Queiroga alerta para falta de IFA de vacinas em julho e em agosto

Ministro citou 'vulnerabilidade" no ritmo da vacinação nestes meses, o que deve se manter até o terceiro trimestre de 2021

  • Brasil | Do R7

Chegada de doses da Pfizer e Janssen devem dar estabilidade à campanha de vacinação

Chegada de doses da Pfizer e Janssen devem dar estabilidade à campanha de vacinação

Adriano Machado/Reuters - 08.06.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira (8) à CPI da Covid, que o Brasil pode passar por período de "dificuldade" e "vulnerabilidade" na campanha de vacinação contra a covid-19 nos meses de julho e agosto de 2021. 

Segundo Queiroga, o principal motivo para o ritmo de vacinação continuar lento nestes meses é a volta da possibilidade de faltar IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para produção de vacinas nestes meses, em remessas que dependem de envio da China.

Ele afirmou que o problema só começará a ser resolvido a partir de setembro, com a chegada de doses da Pfizer e da Janssen e reafirmou a meta do governo de federal de vacinar todos os adultos até o final de 2021. Segundo cronograma oficial do Ministério da Saúde, pouco mais de 210 milhões de doses das duas vacinas devem chegar a partir dos últimos meses de 2021.

Ainda de acordo com o cronograma, não há previsão oficial do quanto deve ser entregue no mês de julho e no mês de agosto. A informação de entregas junta todos os meses do terceiro trimestre (170,5 milhões), entre vacinas da Pfizer, Coronavac e Astrazeneca/Oxford. 

O ministro acrescentou que o foco do ministério é a antecipação das doses importadas e que procura ser conservador nas previsões "para não criar expectativas falsas na sociedade brasileira".

Para Queiroga, uma vez que o Brasil não passe mais por falta de vacinas e IFA, o SUS (Sistema de Saúde Único) poderia vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia. Até agora, o Brasil tem pouco mais de 51 milhões vacinados com a primeira dose. Os totalmente imunizados, com as duas doses, somam 23,3 milhões (11,02% da população). 

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