Brasil Ramos diz que se vacinou 'escondido' e teme por Bolsonaro

Ramos diz que se vacinou 'escondido' e teme por Bolsonaro

Ministro também disse que tenta convencer o mandatário a tomar a vacina: "Não podemos perder o presidente para um vírus desse"

Reuters
Por causa da idade, Bolsonaro já poderia ter tomado a vacina desde o dia 3 de abril

Por causa da idade, Bolsonaro já poderia ter tomado a vacina desde o dia 3 de abril

Marcos Corrêa/PR - 0~6.04.2021

O ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, disse nesta terça-feira ter tomado escondido a vacina contra Covid-19 e afirmou que tenta convencer o presidente Jair Bolsonaro a também se imunizar, diante do que considera risco para a vida do presidente, segundo áudio vazado de uma reunião.

"Estou envolvido pessoalmente tentando convencer o nosso presidente, independente de todos os posicionamentos, que nós não podemos perder o presidente para um vírus desse. A vida dele, no momento, corre risco", disse Ramos durante reunião do Conselho de Saúde Suplementar, no Palácio do Planalto, em áudio vazado.

Ao longo da pandemia, que já matou mais de 395 mil pessoas no Brasil, Bolsonaro disse diversas vezes que não tomaria o imunizante, mas recentemente mudou de discurso e admitiu a possibilidade de ser vacinado.

Na gravação, Ramos disse ter tomado a vacina escondido e destacou que as novas variantes são violentas. Ele afirmou ter optado por se imunizar porque, como qualquer ser humano, quer viver.

Em nota, a Casa Civil informou que no dia 18 de abril o ministro tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca em Brasília "como cidadão comum, em seu carro e enfrentando fila como qualquer brasileiro".

"Ao dizer, de maneira informal, que teria tomado a vacina 'escondido', o ministro se referia ao fato de ali estar um dos mais de 38 milhões de brasileiros que já se vacinaram e não um ministro de Estado", disse a nota.

"É importante ressaltar que a vacinação do ministro foi divulgada, à época, na imprensa. O ministro, portanto, não tomou a vacina de forma escondida e nunca foi orientado a não relatar tal fato. Apenas não quis fazer desse momento um ato político", reforçou a nota.

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