Brasil Randolfe quer agilizar convocação de Paulo Guedes para depor em CPI

Randolfe quer agilizar convocação de Paulo Guedes para depor em CPI

Diante da gravidade das informações trazidas por Luiz Henrique Mandetta, vice-presidente apresentou requerimento nesta terça

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, e o relator da comissão, senador Renan Calheiros

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, e o relator da comissão, senador Renan Calheiros

Adriano Machado/ REUTERS - 27.04.2021

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu que os colegas da comissão agilizem a votação do requerimento apresentado por ele para a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes. O requerimento foi apresentado durante a sessão desta terça-feira (4), motivado por declarações do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Em seu depoimento, que durou mais de 7 horas, Mandetta afirmou que a equipe econômica ignorava alertas e "não compreendia o tamanho" da crise sanitária. O ex-ministro também disse que Paulo Guedes "nunca se interessou" em procurar o Ministério da Saúde para ouvir explicações e dados sobre a pandemia.

Segundo Randolfe Rodrigues, o requerimento poderá ser votado nesta quarta-feira (5), após o depoimento do também ex-ministro da Saúde Nelson Teich. "Após a oitiva, teremos uma sessão administrativa em que serão votados alguns requerimentos já protocolados, como o da convocação do ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal Fabio Wajngarten" afirmou o senador durante coletiva logo após o encerramento da sessão desta terça (4).

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o requerimento terá seu voto. "O senador Randolfe terá meu voto e meu apoio, mas eu sou apenas um sistematizador. Precisamos que a comissão aprove", disse.

Tanto Rodrigues quanto Calheiros concordaram sobre a importância do depoimento de Mandetta. "Foi muito além de nossas expectativas", disse o relator. "O depoimento apresentou uma ordem cronológica para a crise, e mostrou o conflito existente entre a ciência e um comando paralelo no governo", afirmou Rodrigues.

Últimas