Brasil Reforma política: "Distritão" só existe em quatro países do mundo

Reforma política: "Distritão" só existe em quatro países do mundo

Modelo é padrão no Afeganistão, Emirados Árabes, Vanuatu e Kuwait

Reforma política: "Distritão" só existe em quatro países do mundo

Deputado Vicente Cândido (PT-SP) é o relator da proposta

Deputado Vicente Cândido (PT-SP) é o relator da proposta

Fabio Rodrigues Pozzebom/09.08.2017/Agência Brasil

O sistema de votação chamado "distritão", aprovado na madrugada desta quinta-feira (10) pela comissão especial da reforma política na Câmara, existe em apenas quatro países do mundo: Afeganistão, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Vanuatu, além de um território ultramarino britânico na Polinésia chamado Ilhas Pitcairn.

É o que mostram dados de um levantamento do Idea (Instituto para a Democracia e Assistência Eleitoral) com 216 nações.

O "distritão" nada mais é que o voto majoritário para deputados federais e estaduais e vereadores nas eleições de 2018 e 2020. Deputados divergiram sobre o sistema chamado "distritão", que apesar de não estar no parecer apresentado pelo deputado Vicente Candido (PT-SP) foi incluído na reforma política, por meio de destaque, e já valer para as eleições do ano que vem, caso seja confirmado pelo Plenário.

Pelo "distritão", são eleitos para o Legislativo os candidatos mais votados em uma determinada região do País. Um destaque do PMDB com apoio do PSDB, DEM, PP e PSD foi aprovado com a proposta.

A proposta, porém, ainda depende da chancela do plenário da Câmara. Para isso acontecer, 60% dos deputados precisam votar sim. Depois, ainda precisa do aval do Senado Federal, também com a aprovação de 3/5 dos parlamentares. Se isso ocorrer até setembro deste ano, o "distritão" já poderia valer nas Eleições 2018.