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Brasil Rejeição a Lula cresce e bate recorde histórico entre candidatos à Presidência

Rejeição a Lula cresce e bate recorde histórico entre candidatos à Presidência

Pesquisa Datafolha indica que 57% dos eleitores brasileiros não votariam no ex-presidente

  • Brasil | Do R7

A rejeição ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provável candidato do PT à Presidência da República nas Eleições 2018, chegou a 57% e bateu recorde histórico entre todos os nomes que disputaram o Planalto. A informação está em pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (20) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Antes de Lula, o candidato com a pior rejeição era Ulysses Guimarães (PMDB), que, em 1989, havia conquistado nada menos que 52% de aversão ao seu nome.

A rejeição do próprio Lula também é recorde. Em novembro de 2015, 47% dos eleitores não votariam no ex-presidente para o Planalto de jeito nenhum, segundo o Datafolha.

Datafolha: 68% dos brasileiros querem a saída de Dilma

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Considerando apenas anos eleitorais, Lula teve seu pior desempenho em 1994 — ano da derrota nas urnas para o tucano Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, segundo o Datafolha, 40% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula.

O levantamento ouviu 2.794 eleitores entre os dias 17 e 18 de março de 2016 em 171 cidades do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Casa Civil

O instituto perguntou ainda aos eleitores qual a razão para Lula ter aceitado o cargo de ministro-chefe da Casa Civil após convite da presidente Dilma Rousseff.

Para 68% dos entrevistados, o objetivo foi ter foro privilegiado na Operação Lava Jato e se precaver das decisões do juiz federal Sérgio Moro.

Outros 19% disseram que foi para “ajudar o governo Dilma” e 7% afirmaram que foi por “ambos” os motivos. Outros 5% dos respondentes não souberam explicar o motivo.

Semana tumultuada

Do lado do governo, Dilma empossou Lula como ministro-chefe da Casa Civil após as escutas divulgadas pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, mostrarem que ela teria agido para protegê-lo de uma possível prisão encaminhando o termo de posse com antecedência.

Como ministro, Lula teria direito à foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal), não ficando mais sob o julgo de Moro.

Mas a nomeação foi sucedida por uma série de três liminares de juízes federais de São Paulo e do Rio, suspendendo a posse, anuladas por tribunais regionais federais, até que, na noite desta sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes decidiu pela suspensão definitiva da nomeação de Lula e pelo retorno do processo contra ele para Moro na vara de Curitiba.      

Enquanto se travava a luta jurídica, as ruas foram ocupadas no domingo (13) por manifestantes pró-impeachment e na sexta (18) por defensores do governo.

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