Novo Coronavírus

Brasil Remédio talvez tenha que ser maior, diz Maia sobre gastos em pandemia

Remédio talvez tenha que ser maior, diz Maia sobre gastos em pandemia

Presidente da Câmara disse que 'momento para promover essas discussões não é este' e a prioridade é buscar soluções para conter o vírus

Agência Estado
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante votação remota

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante votação remota

Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em nesta quinta-feira (7) estar convencido de que, com o endividamento público caminhando para "90%, 95%" do Produto Interno Bruto (PIB) devido às medidas para combater a crise do novo coronavírus, reformas como a administrativa e a tributária terão de ser discutidos "em outro patamar" no segundo semestre.

Leia mais: Teich defende combate mais eficiente e rápido contra covid-19

"Para controlar uma relação dívida/PIB maior, o remédio talvez tenha que ser maior, também", disse, ao se referir à repactuação do tamanho do Estado brasileiro e, principalmente, às despesas com salários de novos servidores públicos. Ele ponderou, contudo que o momento para promover essas discussões não é este, pois a prioridade agora é buscar soluções de curto prazo para os efeitos da pandemia de covid-19.

Leia mais: Coronavírus: aumento de mortes em casa chega a 149% no Amazonas

Sobre a votação do socorro a Estados e municípios, com um alívio financeiro total de R$ 125 bilhões - R$ 60 bilhões em repasses diretos da União -, Maia alertou sobre como a contrapartida do congelamento dos reajustes para determinadas categorias não traz qualquer economia em um momento de queda de arrecadação. Relatou ainda, que a Câmara decidiu "não entrar em atrito com o Senado" na inclusão de professores entre as categorias imunes ao congelamento.

O presidente da Câmara reforçou, por outro lado, ser positivo que o governo federal tenha iniciado uma "boa relação" com partidos do bloco conhecido como Centrão, que votaram em acordo com o Planalto nessa matéria.

Leia também: Coronavírus: hospitais usam médicos e enfermeiros curados de covid-19 para procedimentos com maior risco de infecção

"Organizar essa base de forma transparente, aberta, acho que ajuda o governo. O governo estava sem partido para pedir verificação de votação nas matérias de interesse do governo", comentou Maia. "Formar uma base é importante com partidos que têm influência e experiência no Congresso."

O deputado não crê, no entanto, que os partidos que aderiram à base do governo, como o Progressistas, vão "mudar a sua agenda".

Últimas