CPI da Covid

Brasil Renan acusa Onyx de mostrar documento falso sobre a Covaxin

Renan acusa Onyx de mostrar documento falso sobre a Covaxin

Relator disse que chamará ministro à CPI após depoimento de consultor de ministério sobre documentos fiscais da compra

  • Brasil | Do R7

O relator da CPI, Renan Calheiros

O relator da CPI, Renan Calheiros

Adriano Machado/ REUTERS 08.07.2021

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), acusou o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, de ter apresentado um documento falso à imprensa no mês passado ao tentar defender o governo contra suspeitas envolvendo a compra da vacina Covaxin. O senador pediu a imediata convocação do ministro. 

O pedido de Renan ocorreu após o consultor técnico da Divisão de Importação do Ministério da Saúde, Willian Amorim Santana, afirmar que analisou no processo uma invoice (fatura fiscal de importação) mostrada a ele pela comissão. O documento teria sido o apontado como falso por Onyx na coletiva de imprensa. A invoice também foi usada pelo denunciante Luís Ricardo Miranda, chefe da divisão de importação no Departamento de Logística do Ministério da Saúde, como base de sua denúncia de que teria sofrido uma pressão "anormal" para liberar a compra.

"Como consequência disso, peço a imediata convocação do ministro Onyx Lorenzoni para que ele venha depor sobre o crime de falsidade ao exibir perante a nação, para confundir a investigação dessa comissão parlamentar de inquérito, um documento que sequer existe, falso", disse Renan. "Portanto, a sua presença nessa comissão é importantíssima", concluiu.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o requerimento vai ser apreciado na próxima reunião da comissão.

O imunizante da Covaxin é o mais caro entre os negociados pelo governo federal, e o contrato de R$ 1,6 bilhão é investigado pela comissão e pelo MPF (Ministério Público Federal) por supostas irregularidades. A compra foi suspensa pelo governo.

Falhas

Em seu depoimento, Willian Santana também apontou inúmeras falhas nas invoices (documento fiscal de importação) em relação ao contrato de aquisição das vacinas Covaxin. O depoente foi o responsável por avisar a Precisa que as invoices estavam com irregularidades.

Willian Santana é subordinado a Luís Ricardo Miranda, que denunciou ter sofrido pressão "anormal" para liberar a compra da Covaxin.

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