CPI da Covid

Brasil Renan quer convocação de ex-cunhada de Bolsonaro à CPI

Renan quer convocação de ex-cunhada de Bolsonaro à CPI

Relator da comissão disse ser importante verificar se houve "espelhamento" do esquema das rachadinhas no governo federal

Agência Estado
Bolsonaro foi citado nesta segunda-feira (5) como um dos participantes da rachadinha na Alerj

Bolsonaro foi citado nesta segunda-feira (5) como um dos participantes da rachadinha na Alerj

Pedro França/Agência Senado - 01.07.2021

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que irá pedir a convocação da ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Andrea Siqueira Valle para depor à comissão. O objetivo da oitiva, segundo ele, é explicar se houve "espelhamento" do esquema das "rachadinhas" no governo federal, que teria o envolvimento direto do presidente, conforme divulgado pelo UOL nesta terça-feira.

Em anúncio feito pelo Twitter, Renan classifica como "fundamental" a convocação de Andrea. Segundo ele, "como se sabe Carlos Bolsonaro é peça fundamental no ministério paralelo e Flávio Bolsonaro um influente filtro de indicações".

Apesar do pedido de convocação, o senador pondera que a intenção da oitiva da ex-cunhada não é incriminar, mas esclarecer fatos e detalhar citações de militares feitas por ela. "São muitos os indícios e testemunhos da participação de militares em irregularidades com as vacinas Covaxin e Astrazeneca", finalizou o relator da CPI.

As denúncias publicadas nesta manhã pelo UOL trazem gravações que apontam o envolvimento direto de Bolsonaro no esquema ilegal de entrega de salários de assessores na época em que ele exerceu seguidos mandatos de deputado federal, entre os anos de 1991 e 2018. O conteúdo indica que o agora chefe do Executivo participava diretamente da "rachadinha".

A ex-cunhada do presidente também aponta que um coronel da reserva do Exército, ex-colega do presidente na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), atuou no recolhimento de salários da ex-cunhada de Bolsonaro, no período em que ela constava como assessora do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

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