CPI da Covid

Brasil Representante da Davati disse que sabia de suposto pedido de propina

Representante da Davati disse que sabia de suposto pedido de propina

Cristiano Carvalho relatou ter ouvido "comissionamento", mas depois admitiu conhecimento do episódio com Ministério da Saúde

  • Brasil | Do R7, com Agência Estado

Roberto Dias nega ter pedido propina a vendedores da Davati

Roberto Dias nega ter pedido propina a vendedores da Davati

Leopoldo Silva/Agência Senado - 15.07.2021

O representante da Davati Medical Supply, Cristiano Carvalho, confirmou nesta quinta-feira (15) à CPI da Covid que soube, por meio de seu colega na Davati, o policial militar Luiz Dominguetti, de suposto pedido de propina do ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias durante negociação por vacinas contra covid-19. Dias nega as acusações e diz ser vítima de armação

Carvalho começou seu depoimento negando ter ouvido falar em "pedido de propina" e sim em "comissionamento". "A informação que veio a mim foi que, vale ressaltar isso, não foi o nome propina, ele usou comissionamento", declarou. A fala veio depois que o depoente foi pressionado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

O senador relembrou o testemunho de Dominguetti à CPI, que disse ter revelado o caso depois de Cristiano Carvalho o instruir para "falar tudo" sobre o jantar com Roberto Dias. "Vamos lá: "fala tudo" é fala tudo o quê?", questionou o parlamentar. "Sobre o suposto pedido de propina do Roberto Dias", respondeu Carvalho.

O depoente ainda destacou que foi procurado por Roberto Dias em 03 de fevereiro, e apresentou prints da conversa. Ele se disse "incrédulo" com que um funcionário do ministério da Saúde estivesse lhe procurando, afirmando que o contrato, "não fazia muito sentido".

A Davati diz ter atuado como intermediária na venda de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca ao governo brasileiro. A produtora da vacina, por sua vez, nega que trabalha com intermediárias.

Últimas