Brasil Reunião de votação de impeachment é suspensa para troca de campainha que para briga entre senadores

Reunião de votação de impeachment é suspensa para troca de campainha que para briga entre senadores

Após bate-boca, presidente disse que campainha não estava à altura de momento histórico

Reunião de votação do relatório de impeachment é supensa para troca de campainha que interrompe brigas entre senadores

Relatório de Anastasia (esquerda) será votado nesta sexta

Relatório de Anastasia (esquerda) será votado nesta sexta

05.05.2016/Marcos Oliveira/Agência Senado

Marcada para começar às 10h desta sexta-feira (6), a reunião de votação do parecer do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Comissão de Impeachment do Senado começou com meia hora de atraso, perto das 10h30, e em poucos minutos foi interrompida por cinco minutos em função de um bate-boca entre os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e os oposicionistas Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

O relatório de Anastasia é favorável à admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff e deve ser aprovado já que a oposição é maioria na comissão. 

Após tentar garantir a fala de Lindbergh Farias, que estava com a palavra, usando a campainha, o presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB) optou por interromper a sessão para a mudança da campainha que é tocada para garantir a palavra aos senadores que estejam sendo interrompidos pelos colegas.

— Essa campainha não está à altura do momento histórico que estamos vivendo, por isso interrompo a sessão por cinco minutos para a troca da campainha.

A discussão entre os senadores começou quando Cássio Cunha Lima disse que Lindbergh Farias tinha colocado na sua rede social uma frase atribuída a Aécio Neves e que seria falsa. Na frase, Aécio diria ser contra alguns direitos trabalhistas. Lindbergh disse que postou a frase e que confia na sua assessoria que apurou que a afirmação era verdadeira.

A reunião de hoje deveria ter começado com os encaminhamentos dos líderes partidários, que terão direito a 5 minutos para defender uma posição e orientar seus partidos ou blocos partidários. Ao todo, são cerca de dez líderes que terão direito à palavra para encaminhamento.

Em seguida, será iniciada a votação do relatório pelo painel eletrônico. Votado o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), se ele for aprovado, o voto em separado apresentado nesta quinta-feira (5) pela base governista será automaticamente considerado rejeitado.

A expectativa é de que a reunião da comissão prossiga até o começo ou o meio da tarde. Depois disso, a decisão será publicada no Diário do Senado. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já anunciou que fará a leitura da decisão da comissão, em plenário, na próxima segunda-feira (9). Se o relatório de Anastasia for aprovado, Renan terá 48 horas após a leitura para marcar a votação no plenário do Senado.

Visitação suspensa

A visitação ao Senado estará suspensa nesta sexta-feira (6), quando a Comissão Especial do Impeachment fará a votação do relatório do senador Antonio Anastasia favorável à admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff.

Para evitar qualquer tipo de perturbação e manifestações que possam constranger os senadores, o acesso à Casa estará permitido apenas a pessoas devidamente credenciadas e portando crachás, como assessores, funcionários e jornalistas. A imprensa não precisará de credencial especial, mas usará a emitida regularmente pela Polícia Legislativa.