Saadi diz que soube pela imprensa que Bolsonaro queria trocá-lo

Ex-superintendente da PF no Rio diz que sua exoneração ocorreu mesmo com o salto da unidade da 24ª para a 4ª posição em produtividade

Saadi diz que não procurou Valeixo ao ouvir declaração de Bolsonaro

Saadi diz que não procurou Valeixo ao ouvir declaração de Bolsonaro

Gil Ferreira/Divulgação CNJ

Ricardo Andrade Saadi, ex-superintendente da PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro, afirmou nesta segunda-feira (11), em depoimento na ação que apura as acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro contra Bolsonaro que soube pela imprensa do interesse do presidente em retirá-lo do cargo.

Ele relata que não chegou a questionar o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, sobre a declaração de Bolsonaro veiculada pelos meios de comunicação.

Em 2019, Saadi conta que Valeixo se dirigiu a ele para o informar que o delegado Carlos Henrique seria indicado para a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco. O objetivo da promoção, segundo Saadi, era dar experiência a Carlos Henrique para que ele assumisse o comando do órgão no Rio de Janeiro, o que efetivamente ocorreu após a demissão dele.

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Questionado, Saadi descarta a possibilidade de que sua exoneração tenha sido feita por questão de desempenho. Ele afirma que quando assumiu a corporação a unidade se encontrava em 24º no índice de produtividade operacional e elevou a superintendência para a quarta colocação.

Ao falar sobre as investigações contra adversários do presidente, Saadi ressaltou que não cabia a ele conduzir investigações e nem ter conhecimento especifico de um inquérito ou outro.