Coronavírus

Brasil Saída de Mandetta 'está fora de cogitação', diz chefe da Casa Civil

Saída de Mandetta 'está fora de cogitação', diz chefe da Casa Civil

Walter Braga Netto minimizou tensão entre discursos do ministro da Saúde e do presidente Jair Bolsonaro sobre isolamento social

  • Brasil | Fernando Mellis, do R7

Mandetta também afirma que fica no cargo

Mandetta também afirma que fica no cargo

Frederico Brasil/Futura Press/Estadão Conteúdo - 25.3.2020

O ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, negou que o presidente Jair Bolsonaro planeje demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que estava ao lado dele em entrevista coletiva no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (30). 

"Não existe essa ideia de demissão do ministro Mandetta. Isso aí está fora de cogitação, no momento."

Em seguida, o ministo da Saúde ironizou a fala do colega: "Em política, quando a gente fala não existe, o professor já fala: existe".

Mandetta também voltou a ressaltar, assim como havia feito ontem, a permanência dele no cargo. 

"As questões de ficar ou não ficar, enquanto eu estiver nominado, eu vou trabalhar com a ciência, com a técnica e com o planejamento."

A crise do coronavírus gerou impasses entre o ministro da Saúde e parte do governo, que prevê um dano forte à economia com as recomendações de fechamento de serviços e comércios não essenciais como forma diminuir a velocidade de propagação do vírus. 

Leia também: Mandetta orienta população a manter distanciamento social

Em mais de uma ocasião, o presidente contradisse as recomendações do Ministério da Saúde, que defende o distanciamento social, ao cobrar que o comércio reabra as portas em estados e cidades onde governadores e prefeitos impuseram medidas restritivas.

"Todos nós estamos tentando fazer o melhor pelo povo brasileiro. E o presidente também", afirmou o chefe da Saúde, ao elogiar o novo modelo de entrevista coletiva adotado pelo governo, no Palácio do Planalto.

Agora, diariamente, ministros de diferentes áreas falarão à imprensa. Até então, apenas a área técnica do Ministério da Saúde apresentava os dados da evolução da epidemia no Brasil.

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