Se amanhã houver normalidade, decreto pode ser revogado, diz líder do governo

PT e PSOL protocolaram projetos de decreto legislativo para sustar o decreto

Se amanhã houver normalidade, decreto pode ser revogado, diz líder do governo

Câmara pediu redução de prazo de permanência do exército

Câmara pediu redução de prazo de permanência do exército

Dida Sampaio/24.5.2017/Estadão Conteúdo

O líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tentou explicar nesta quarta-feira (24) no plenário da Câmara o decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem em Brasília. O decreto publicado permite o emprego do Exército na segurança entre 24 a 31 de maio.

Ribeiro disse que a medida serviu para garantir a segurança em Brasília e que se amanhã estiver restabelecida a normalidade, o decreto pode ser revogado. Ribeiro disse que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, vai esclarecer a decisão. Ele informou que já encaminhou ao governo o pedido da Câmara para reduzir o prazo e que a solicitação esta sendo avaliada.

Segundo Ribeiro, a Força Nacional tem um efetivo pequeno, de 110 homens, por isso a demanda das Forças Armadas.

— Não é o Exército que temos nas ruas, não é um novo momento de intimidação que temos nas ruas. Na verdade o que temos é a garantia da ordem nas ruas, para garantir que não haja baderna e bagunça.

PT e PSOL protocolaram projetos de decreto legislativo para sustar o decreto. Neste momento, a oposição ameaça se retirar do plenário, alegando que a medida representa a decretação de estado de exceção.