CPI da Covid

Brasil 'Se não quiserem ser contestados, não me chamem', diz Barros

'Se não quiserem ser contestados, não me chamem', diz Barros

Líder do governo na Câmara afirmou que vai continuar dando sua opinião sobre os trabalhos da CPI

O deputado Ricardo Barros em depoimento à CPI da Covid: 'Eu estou documentado'

O deputado Ricardo Barros em depoimento à CPI da Covid: 'Eu estou documentado'

Pedro França/Agência Senado

Após o encerramento da sessão da CPI da Covid, o deputado Ricardo Barros afirmou, em entrevista coletiva, que os argumentos dos membros da comissão não se sustentam e que vai continuar dando sua opinião sobre os trabalhos do grupo. "Se não querem ser contestados, não me chamem para a CPI", disse.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), encerrou a sessão depois que o líder do governo Bolsonaro na Câmara criticou o trabalho da comissão. Aziz anunciou que Barros ainda voltará à CPI como convocado e não como convidado, posição na qual ele depôs nesta quinta-feira (12).

Ex-ministro da Saúde na gestão Michel Temer e um principais nomes do centrão, Barros foi chamado para esclarecer suspeitas de ilegalidades no processo de compra da vacina Covaxin. Na entrevista, o deputado disse que não houve corrupção, pois a compra do imunizante não foi efetivada.

"Todos os argumentos que usei estão aqui, eu estou documentado" afirmou. "O presidente já disse que não tem nada contra mim e me manteve líder do governo. A CPI quer falar de uma versão que não se sustenta. Eu não menti. Eles vão quebrar o meu sigilo e continuarão não achando nada."

Barros disse, ainda, que não pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir o direito de ficar calado. "Mas a CPI precisa respeitar as regras. Eu tenho imunidade parlamentar. E vou dar minha opinião sobre a comissão. Ou eles acham que vão me colocar numa cadeira para ficar ouvindo aquela narrativa mentirosa?"

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