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Brasil STF condena ex-senador a 7 anos de prisão em processo da Lava Jato

STF condena ex-senador a 7 anos de prisão em processo da Lava Jato

Valdir Raupp poderá responder em liberdade. De acordo com acusação, ele recebeu R$ 500 mil em doações eleitorais de empreiteira

  • Brasil | Da Agência Brasil

O ex-senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que foi condenado a 7 anos  por corrupção

O ex-senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que foi condenado a 7 anos por corrupção

Lia de Paula/Agência Senado

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (10) o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO) a 7 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Raupp poderá responder às acusações em liberdade porque ainda cabe recurso contra a condenação.

Em outubro, Raupp foi condenado pelo colegiado, mas a pena não foi definida. Ao retomar o julgamento nesta tarde, por 3 votos a 2, o colegiado seguiu sugestão de pena proposta pelo relator, ministro Edson Fachin.

De acordo com a acusação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República), Raupp recebeu R$ 500 mil em doações eleitorais da empreiteira Queiroz Galvão na campanha eleitoral de 2010.

Com base no voto de Fachin, o colegiado entendeu que a doação foi simulada para encobrir “vantagem indevida" e viabilizar a manutenção do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no cargo. O caso faz parte de um dos processos da Operação Lava Jato.

Defesa

Na primeira parte do julgamento, realizada em junho, a defesa do ex-senador alegou que a doação foi feita dentro da legalidade e aprovada pela Justiça Eleitoral. Os advogados também argumentaram que Raupp não deu apoio para a sustentação do ex-diretor no cargo. Costa foi um dos delatores do esquema de corrupção na estatal.

Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o delator declarou em depoimento que nunca conversou sobre a questão com o ex-senador. Além disso, a defesa argumentou que a doação eleitoral não foi destinada diretamente ao parlamentar, mas ao diretório local do MDB.

Em nota, Raupp afirmou que a doação cumpriu a legislação vigente. 

"O ex-senador Valdir Raupp reafirmou que a doação eleitoral em questão cumpriu a legislação vigente à época e que os recursos foram destinados integralmente ao Diretório do Partido. Ele lembrou, também, que todas as contas do Partido relacionadas a esse período eleitoral foram devidamente aprovadas.

Valdir Raupp reafirmou, ainda, que nunca fez solicitação de vantagem indevida e que sua prestação de contas, referente às eleições de 2010, foram integralmente aprovadas. O ex-senador reiterou que conforme já demonstrado nos autos a condenação se deu em razão de indevida criminalização de doação legal e oficial de campanha eleitoral destinada ao Diretório do Partido.

O ex-senador informou que seus advogados estão providenciando os recursos previstos em lei e que mantém sua confiança inabalável na Justiça". 

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