STF determina que goleiro Bruno volte para a prisão 

Turma da Suprema Corte julga habeas corpus que concedeu liberdade ao goleiro

STF determina que goleiro Bruno volte para a prisão

STF começa julgamento que pode determinar que goleiro Bruno volte para a prisão

STF começa julgamento que pode determinar que goleiro Bruno volte para a prisão

Renata Caldeira/TJMG

Formando maioria, a primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) cassou nesta terça (25) a  liminar que libertou o goleiro Bruno. Com isso ele deve voltar para a prisão.

A liminar era de autoria do ministro Marco Aurélio Mello, que faz parte da primeira turma. Condenado pela morte de sua ex-namorada Eliza Samudio, Bruno foi solto no dia 24 de fevereiro.

Apesar de a decisão ter sido de Marco Aurélio Mello, o ministro relator do caso é Alexandre de Moraes. Coube a Mello a relatoria apenas temporariamente, devido à morte do ministro Teori Zavascki, que era o condutor do habeas corpus apresentado pela defesa.

O julgamento ainda não foi finalizado, mas o placar está em 3 a 0 para que ele volte a ser preso e são apenas 5 ministros na 1ª Turma, incluindo Marco Aurélio. Alexandre de Moraes, o relator, votou para que ele volte a ser preso e foi acompanhado por Rosa Weber e Luiz Fux. 

Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a revogação da decisão de Marco Aurélio, a rejeição ao habeas corpus e o retorno do goleiro Bruno à prisão. Para Janot, o habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno já havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), não cabendo ao STF dar prosseguimento ao pedido. O procurador-geral ainda refuta a tese da defesa do goleiro, sobre a demora do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto Bruno seguia preso.

Janot afirma que a própria defesa tem contribuído para o prolongamento do prazo criminal e que "a duração razoável do processo deve ser deferida à luz da complexidade dos fatos e do procedimento, bem como a pluralidade de réus e testemunhas".