STF pede que Moro, AGU e PGR opinem sobre sigilo de vídeo

Representantes de todas as partes no processo assistiram ao vídeo e ministro Celso de Mello quer ouvir argumentos para a liberação ou não do material

Decisão foi do ministro Celso de Mello, do STF

Decisão foi do ministro Celso de Mello, do STF

Carlos Moura/Divulgação/STF - 4.4.2018

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal),  pediu que a PGR (Procuradoria Geral da República), a AGU (Advocacia Geral da União) e os advogados de Sérgio Moro, manifestem suas opiniões sobre quebrar ou não o sigilo da gravação da reunião ministerial de 22 de abril, em que o presidente Jair Bolsonaro teria dado declarações que podem apontar uma interferência política na PF (Polícia Federal).

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"Em face da circunstância de que todos tiveram acesso ao conteúdo integral da referida mídia eletrônica, em ato realizado, na data de hoje, no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília/DF, esclarecendo se ainda insistem em seus respectivos pleitos de divulgação integral ou de divulgação limitada aos fatos objeto da presente investigação penal", escreveu o ministro em sua decisão.

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O vídeo foi apresentado na manhã desta terça-feira (12) pela Polícia Federal para Moro, seus advogados, o advogado-geral da União, José Levi, e Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, juiz federal auxiliar do ministro Celso de Mello, do STF.