Brasil STF volta a julgar se Moro foi parcial ao condenar Lula na Lava Jato

STF volta a julgar se Moro foi parcial ao condenar Lula na Lava Jato

Ministro Nunes Marques, que havia pedido tempo para analisar o processo, devolveu o caso para a Segunda Turma

  • Brasil | Clébio Cavagnolle, da Record TV

Ministro Nunes Marques, do STF, devolveu o caso para a Segunda Turma

Ministro Nunes Marques, do STF, devolveu o caso para a Segunda Turma

Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), incluiu na pauta da Segunda Turma da corte, hoje (23), o caso de suspeição do ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusa Moro de ter sido parcial na condução de processo em que foi condenado no âmbito da operação.

O ministro Nunes Marques que havia pedido vista (mais tempo) para analisar a ação, devolveu o caso, que será analisado, portanto, nesta tarde. Os cinco integrantes da Turma avaliam ação movida pela defesa do ex-presidente que aponta que Moro agiu de forma parcial para condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá.

O julgamento estava empatado, em 2 votos a 2, quando foi adiado no dia 9 de março. 

Relembre

O julgamento foi iniciado em 2018 e teve dois votos contra o pedido, o do relator da ação, o ministro Edson Fachin, e o da ministra Cármen Lúcia.

A análise foi retomada somente em 9 de março deste ano com o voto do ministro Gilmar Mendes, que foi a favor do pedido de Lula. Ele apontou que Moro agiu de forma parcial e com interesses políticos para condenar o ex-presidente.

Em seguida, Nunes Marques afirmou que se trata de um "processo de extrema relevância e de um conteúdo extremamente vasto e complexo, que demanda tempo, atenção e estudo. Eu nunca julguei essa matéria. Soube, como todos nós, do julgamento pouco antes dessa sessão”, disse Kassio Nunes Marques.

A ministra Cármen Lúcia, que recentemente proferiu decisões indicando que desembarcou da ala lavajatista do Supremo, afirmou que tem um voto escrito para o julgamento e que vai esperar a análise de Nunes Marques. Como ela pode eventualmente mudar seu voto, não houve o número mínimo de três ministros a favor ou contra a tese da parcialidade de Moro no último dia 9.

Após as manifestações de Nunes Marques e Cármen Lúcia, o ministro Ricardo Lewandowski votou a favor da suspeição, levando o placar para 2x2, antes da suspensão da sessão, que será retomada hoje (23) à tarde.

Últimas