Brasil Supremo julga validade da delação premiada de Sérgio Cabral

Supremo julga validade da delação premiada de Sérgio Cabral

Acordo do ex-governador do Rio de Janeiro acusa ministro Dias Toffoli, do STF, de receber R$ 4 milhões. Magistrado nega acusação

  • Brasil | Do R7

Sérgio Cabral foi condenado em mais de 13 ações penais que somam mais de 280 anos de prisão

Sérgio Cabral foi condenado em mais de 13 ações penais que somam mais de 280 anos de prisão

Reprodução RecordTV Rio

O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta sexta-feira a julgar a validade da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. No início deste mês, o ministro Edson Fachin havia pautado a análise do recurso, protocolado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), conforme publicou o R7 Planalto.

A votação deve ser finalizada em 28 de maio, caso não haja pedidos de destaque ou vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, que tramita sob sigilo judicial.

A PGR entrou com recurso em 11 de fevereiro, solicitando que o acordo seja invalidado e requereu, ainda, que, caso mantido, não afete as prisões preventivas decretadas contra Cabral. O ex-governador está preso desde novembro de 2016 e fora condenado em mais de 13 ações penais, que somadas ultrapassam 280 anos de reclusão.

Entre outras informações, o acordo de delação premiada do ex-governador acusa o ministro Dias Toffoli de ter recebido R$ 4 milhões para favorecer dois ex-prefeitos da cidade do Rio de Janeiro em processos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No início do mês, a PF (Polícia Federal) pediu abertura de inquérito contra o magistrado. Dias depois, o ministro Edson Fachin negou o pedido, proibindo novas investigações com base no depoimento do ex-governador até julgamento do processo pelo plenário do STF, que começa hoje.

Fachin justificou a decisão de barrar a investigação após manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre as delações de Cabral. A Procuradoria suspeita que o ex-governador continua ocultando valores recebidos por meio de propina e corrupção.

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