Brasil Supremo nega prisão, mas afasta Aécio Neves do mandato

Supremo nega prisão, mas afasta Aécio Neves do mandato

Parlamentar está proibido de sair do Brasil e precisa entregar passaporte

  • Brasil | Juliana Moraes, do R7, com Estadão Conteúdo

Aécio Neves foi afastado do mandato nesta terça (26)

Aécio Neves foi afastado do mandato nesta terça (26)

Marcos Oliveira/23.08.2017/Agência Senado

Os ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram, nesta terça-feira (26), pelo afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano também deverá permanecer em casa durante a noite.

O afastamento do parlamentar do Senado foi determinado por 3 votos a 2. Porém, por 5 votos a 0, os ministros negaram o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) de prender Aécio Neves.

A suspensão das funções parlamentares de Neves ocorreu após denúncia pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

De acordo com a decisão, o tucano também está proibido de contatar outros investigados por qualquer meio, além de se ausentar do país, com entrega de passaporte.

No fim de julho deste ano, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu à Justiça a prisão do senador Aécio Neves. Na petição entregue ao ministro Marco Aurélio Mello, o ex-procurador alegou que o tucano pediu e recebeu propina de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, da J&F.

Foi o terceiro pedido de prisão contra o senador tucano feito pela PGR enquanto Rodrigo Janot ainda estava no cargo.

Outro lado

Após a votação da Primeira Turma do STF, Alberto Zacharias Toron, advogado do senador afastado, declarou que vai pensar em que tipo de medidas tomará diante de "provas novas". De acordo com a defesa de Aécio Neves, as provas vieram, principalmente, a partir das gravações enviadas pelos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, que "dão conta com absoluta clareza de que Andreia Neves havia oferecido um apartamento para o senhor Joesley".

"Há provas a serem produzidas para tirar essa certeza de que houve um crime praticado pelo senador. De qualquer modo, essa é uma decisão que ainda pode ser revista por ocasião do recebimento da denúncia ou a qualquer momento quando novas provas surgirem. Eu tenho absoluta certeza de que o STF, em face de novas provas, saberá rever essa decisão".

Assista à reportagem do Jornal da Record:

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