Brasil Tatuagem 3D ajuda autoestima de mulheres após remoção de mama

Tatuagem 3D ajuda autoestima de mulheres após remoção de mama

Tatuador no Rio de Janeiro separa dois dias de sua agenda a cada dois meses para recriar de graça mamilos de mulheres que sofreram mastectomia

Tatuagem 3D ajuda mulheres a recuperar autoestima após remoção de mama

Mulher passa por reconstrução de mamilo por meio de tatuagem 3D

Mulher passa por reconstrução de mamilo por meio de tatuagem 3D

REUTERS/Ricardo Moraes

Há três anos, depois de passar por uma cirurgia de remoção da mama para evitar o retorno de um câncer, Rosana Silva ficou semanas sem se olhar no espelho. Atualmente, em um estúdio de tatuagem no Recreio dos Bandeirantes, a dona-de-casa de 36 anos não consegue parar de olhar o seio redesenhado pelo tatuador Yurgan Barret.

"Agora está completo, agora está pintado, está bonito. Agora eu já posso me olhar à vontade no espelho", disse Rosana, depois que Yurgan completou a tatuagem da auréola de seu seio operado.

A tatuagem faz parte de iniciativa de Yurgan Barret, 38, que separa dois dias de sua agenda a cada dois meses para recriar de graça o seio de mulheres que passaram pela remoção da mama.

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"A parte que a gente faz de recriar a auréola é bem mais delicada do que uma tatuagem normal. A área é muito sensível, as cicatrizes são grandes", afirmou Yurgan, que usa o método de tatuagem 3D para redesenhar o mamilo e a auréola do seio.

"Poder fazer isso para pessoas que realmente precisam é muito forte. Poder acabar a tatuagem inteira, terminar toda a arte e você ver a felicidade da cliente sair daqui, sinto até arrepio", disse.

Em 2015, Rosana descobriu o câncer de mama após fazer o exame de toque e em poucos meses já havia realizado a mastectomia radical. Em 2016, estava totalmente livre da doença.

Como Rosana, muitas outras mulheres têm a autoestima afetada pela cirurgia.

Tatuador afirma que recriar uma auréola é mais delicado que tatuagem normal

Tatuador afirma que recriar uma auréola é mais delicado que tatuagem normal

REUTERS/Ricardo Moraes

Após a mastectomia, Zélia Souza, de 49 anos, deixou de ir a praia, entrou em depressão e foi abandonada pelo marido. "Quando eu fiz minha cirurgia, ele viu a mama, olhou e falou assim: 'Ficou desse jeito? Sem bico? A cicatriz feia desse jeito?'. Aí foi pior pra mim, porque eu já estava em uma situação de depressão", contou ela.

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Hoje, deitada no estúdio de tatuagem de Yurgan e segurando um ursinho de pelúcia, Zélia assiste ansiosa enquanto o tatuador redesenha seu seio.

Após uma sessão única, não consegue esconder a felicidade. "Lindo, perfeito, tô feliz demais."

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