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Brasil Temer anuncia que vai liberar rodovias com uso da força

Temer anuncia que vai liberar rodovias com uso da força

Presidente disse que "minoria radical" tem impedido liberação de estradas após acordo firmado na noite de quinta-feira com entidades do setor

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Presidente durante evento em Belo Horizonte

Presidente durante evento em Belo Horizonte

Cesar Itiberê/Presidência da República - 24.5.2018

O presidente Michel Temer anunciou no começo da tarde desta sexta-feira (25) que usará forças de segurança para desbloquear rodovias onde haja protestos de caminhoneiros

Ele destacou o acordo firmado ontem com representantes da categoria e disse que o governo concordou em atender 12 reivindicações imediatas dos caminhoneiros e que a contrapartida seria a liberação imediata das estradas.

— Esse foi o compromisso conjunto, esse deveria ter sido o resultado do diálogo. Muitos caminhoneiros, aliás, estão fazendo sua parte. Mas, infelizmente, uma minoria radical tem bloqueado estradas e impedido que muitos caminhoneiros levem adiante o seu desejo de atender a população e fazer o seu trabalho.

O presidente também disse que pediu aos governadores ajuda para por fim aos protestos.

— Eu quero anunciar, portanto, que de imediato, vamos implantar o plano de segurança para superar os graves efeitos do desabastecimento causado por essa paralisação. Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo.

Temer falou que os bloqueios prejudicam a população e que os caminhoneiros que mantêm estradas fechadas precisam "ser responsabilizados" pelos efeitos do desabastecimento no país.

— O governo espera e confia que cada caminhoneiro cumpra o seu papel. O governo teve, como tem sempre, a coragem de dialogar. O governo, agora, terá a coragem de exercer sua aurotidade em defesa do povo brasileiro.

Assista ao vídeo:

Acordo

Na noite de ontem, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Eduardo Guardia (Fazenda) anunciaram que haviam chegado a um acordo para suspender por 15 dias os atos nas rodovias

A principal contrapartida foi o congelamento do preço do diesel, no qual o governo prometeu repassar à Petrobras eventuais variações no valor do produto no próximo mês. 

Dois representantes de movimentos de caminhoneiros abandonaram o encontro por discordar das propostas do governo e pediram à categoria que continuasse mobilizada. 

Arte/R7