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Brasil Temer condiciona ajuste fiscal à Reforma da Previdência

Temer condiciona ajuste fiscal à Reforma da Previdência

Em 1ª reunião do Conselhão, presidente diz que números não fecham e prevê quebra em 2024

  • Brasil | Do R7

Temer cobrou Conselhão para retomada da economia e criação de empregos: "Isso aqui não é reunião social, mas sim de trabalho"

Temer cobrou Conselhão para retomada da economia e criação de empregos: "Isso aqui não é reunião social, mas sim de trabalho"

Ueslei Marcelino/21.11.2016/Reuters

Na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico, o chamado "Conselhão", nesta segunda-feira (21), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), pediu a colaboração de todos os 96 membros para a retomada do crescimento, com "a recuperação da economia e a geração de empregos".

Esse processo, porém, nas palavras do presidente, está condicionado à aprovação da Reforma da Previdência Social, cujo texto será remetido pelo Executivo ao Congresso Nacional em dezembro deste ano.

— Quero dizer também que esse ajuste fiscal só estará semicompleto com a Reforma da Previdência, cuja primeira proposta estamos finalizando e remeteremos ao Congresso Nacional antes do fim do ano. É uma reforma que gera muitas angústias, mas quero dizer que vamos conduzir o processo com muito diálogo.

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Ainda sobre a Previdência, Temer afirmou que "os números que encontramos simplesmente não fecham". Em seguida, foi categórico ao dizer sobre o rombo que atinge a pasta: "Se continuar como estamos, em 2024, temos que fechar as portas do Brasil para balanço".

— Não proporemos uma reforma qualquer que respeitará o direito adquirido e se pautará pelo princípio da equidade. Não estou dizendo nenhuma novidade. Vamos tratar a todos com igualdade, uma determinação da Constituição.

Temer classificou o encontro como uma "reunião de trabalho" e avisou que, ainda nesta tarde, os membros do Conselhão iriam se reunir "em grupos para produzir resultados".

— Reitero: não é uma reunião social, mas sim de trabalho. Hoje, trataremos da retomada do crescimento, que é a recuperação da economia e a geração de empregos, prioridade número 1 do nosso povo e portanto do nosso governo.

Alfinetada em Dilma

Temer aproveitou a solenidade para pedir muita conversa e franqueza a todos os membros do Conselhão presentes ao encontro. Para o presidente, "diálogo não deve ser um ornamento ou assessório, é traço fundamental e inafastável da democracia".

— Não há diálogo constituído sem franqueza. No Brasil que encontramos, não havia apenas um déficit fiscal, havia também, e lamento dizê-lo, um certo déficit de verdade. Não é possível continuar assim. Devo dizer, para não haver dúvida, que a gigantesca crise que herdamos é parte de reiteradas tentativas de disfarçar a realidade. É preciso encarar os fatos como são.

O peemedebista informou que não faltará ao governo "determinação para agir assim como não faltará humildade para escutar" as sugestões e conselhos dos membros do grupo.

— Neste conselho, teremos um canal privilegiado para interlocução com diversos setores da sociedade. [...] Vocês passam a fazer parte do governo, embora sem funções definidas no governo, fazem-no pela presença expressiva que têm na socidade e na possibilidade de ajudar a governar o País.

O discurso de Temer também teve afagos ao Congresso Nacional, uma vez que a Câmara já aprovou a PEC do Teto e o texto já está em tramitação no Senado Federal, e a governabilidade do País, que resumiu como "o apoio da sociedade" às decisões do Executivo Federal.

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