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Brasil Temer diz que reforma da Previdência também deverá atingir aposentadoria de políticos

Temer diz que reforma da Previdência também deverá atingir aposentadoria de políticos

Presidente fala ainda que funcionalismo público e INSS serão tratados com igualdade

Temer durante jantar com deputados um dia antes de votação da PEC dos gastos

Temer durante jantar com deputados um dia antes de votação da PEC dos gastos

Beto Barata/Presidência da República - 9.10.2016

Ainda faltam algumas etapas para o governo ter sucesso na aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) do teto dos gastos públicos no Congresso, mas o próximo item da agenda do Palácio do Planalto será a reforma da Previdência. Em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira (11), o presidente Michel Temer garantiu que as modificações virão para todos, incluindo os políticos, que recebem aposentadoria especial.

— [A reforma] será geral, ela deverá atingir a todos, sem dúvida alguma. Aliás, essa coisa da aposentadoria dos políticos já começou a ser esboçada e, evidentemente, nós vamos fazer uma coisa equânime, para atingir todos os setores. Não vamos diferenciar mais os setores.

Ele acrescentou que os regimes de aposentadoria do INSS e de servidores públicos não será mais diferenciado.

— Por exemplo, não haverá mais distinção entre a previdência geral e dos trabalhadores do serviço público. Esse é um ponto que já está definido.

Temer admitiu que a reforma da Previdência será “mais polemizada” do que a PEC dos gastos públicos.

— Mas nós vamos fazer todos os esclarecimentos possíveis. [...] Se não fizer alguma coisa nessa direção, daqui a dez anos o cidadão vai bater nas portas do poder público e não terá dinheiro para pagar [as aposentadorias].

O presidente falou que vai analisar com calma a questão da Previdência quando retornar da viagem que fará à Ásia, entre os dias 13 e 20 deste mês. Ele disse que recebeu “um primeiro esboço” do texto, mas não quis entrar em detalhes sobre a idade mínima para aposentadoria.

Temer diz que PEC dos gastos públicos dá credibilidade à economia

Questionado sobre a votação da PEC na Câmara, no começo da madrugada de hoje, o presidente se mostrou confiante quanto às articulações feitas junto aos deputados, que incluíram um grande jantar no Palácio da Alvorada, no domingo (9).

— A proposta de emenda constitucional do teto, embora fundamental para o País, ela enseja polêmica. Em uma matéria dessa natureza, você ter 366 votos, eu creio que essa é a nossa base de governo. Talvez até um pouco mais.

Ele ainda lembrou que não perdeu nenhuma votação importante no Congresso desde que assumiu interinamente, em maio, devido a uma "interlocução muito significativa com o Legislativo".

— Eu tenho a sensação de que nós vamos levar, pelo menos até o final do governo, nesse mesmo ritmo.

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