Temer revoga decreto que colocou Exército nas ruas de Brasília

Revogação foi publicada no Diário Oficial da União

Com situação 'sob controle', Temer revoga decreto que colocou Exército nas ruas 

Temer revoga decreto que colocou Exército nas ruas de Brasília

Temer revoga decreto que colocou Exército nas ruas de Brasília

André Borges/ AGif/ Estadão Conteúdo

O presidente Temer decidiu revogar nesta quinta-feira (25) o decreto que determinou a ação do Exército nas ruas de Brasília para conter a violência que aconteceu durante a marcha de ontem (24). O decreto valeria até o dia 31 de maio, mas com a situação sob controle e após críticas da oposição no Congresso e alguns juristas, o governo decidiu suspender a medida. 

A revogação do decreto, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, foi discutida pelo presidente Michel Temer em uma reunião com seus interlocutores mais próximos: os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Raul Jungman (Defesa) e General Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional da Presidência). 

A decisão de usar as Forças Armadas foi anunciada por Jungmann na tarde desta quarta-feira, as Forças Armadas recebiam poder de polícia até o próximo dia 31. A decisão de decretar a chamada GLO (Garantia de Lei e Ordem) só pode ser feita por ordem expressa do presidente em caso onde há esgotamento dos órgãos de segurança pública.

Apesar das críticas, em entrevista nesta quinta, o ministro da Defesa Raul Jungmann considerou o decreto 'um grande acerto do governo'. E já havia adiantado que a decisão poderia ser revogada. 

— Se o comandante da área, general Ferreira Gomes, informar que estamos em tranquilidade, que não existe nenhum foco de resistência, que não existe possibilidade de retornar ao clima anterior, obviamente daremos a sugestão ao presidente que seja revogada. 

Protestos

O ato em Brasília, que pedia a renúncia do presidente, terminou com pessoas feridas, prédios depredados, pontos de ônibus destruídos, fogo ateado em banheiros químicos e manifestantes presos. Até a noite desta quarta-feira, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal não havia informado o efetivo usado pela polícia. Números oficiais indicavam 49 feridos, entre eles, um por arma de fogo, confirmado pela secretaria.