Temer saúda Guterres como secretário da ONU e ressalta fato de ele ser português

Presidente diz que abertura ao diálogo é um dos tópicos que facilitará a solução de problemas

Temer saúda Guterres como secretário da ONU e ressalta fato de ele ser português

Guterres é o secretário geral da ONU que diz que Brasil é exemplo nos direitos humanos

Guterres é o secretário geral da ONU que diz que Brasil é exemplo nos direitos humanos

Andre Violatti/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer aproveitou a abertura da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa), no Itamaraty, para saudar mais de uma vez a presença do novo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que está na cerimônia.

Após uma fala de Guterres na cerimônia, Temer ressaltou o fato de ele ser português e disse esperar que isso pudesse ajudá-lo a disseminar a língua na ONU.

— Quem sabe não fazemos com que no seu período o português seja a língua oficial da ONU. 

Temer destacou novamente o fato de o Brasil ser o novo presidente da CPLP e lembrou o seu discurso na ONU, em setembro, e disse que o mundo precisa de equilíbrio para erradicar conflitos.

— Como disse na ONU, temos que ter os pés no chão e sede de mudanças. 

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O presidente brasileiro disse ainda que apenas com a abertura ao diálogo e a vocação de liderança é que será possível resolver os conflitos.

— Sem essas virtudes não daremos cabo aos focos de tensão que atingem diferente países, com violações de direitos humanos. Não venceremos a carência econômica e social que continuam a afetar (os países).

Temer ressaltou que o êxito de Guterres na ONU "será um êxito de todos nós".

Temer destacou ainda que mais de 250 milhões de pessoas falam português e são "unidas por fortes laços culturais". Segundo ele, na presidência do órgão, o Brasil terá a visão de defender "uma CPLP que responda as demandas de nossas populações".

— Propósito da presidência brasileira é contribuir com uma CPLP moderna e afinada com as nossas realidades.

O presidente brasileiro citou ainda a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e disse que leu recentemente um discurso dela que é bastante atual. Segundo ele, a britânica falava que não existia diferença entre o dinheiro público e privado. Sem citar a PEC do teto dos gastos, o presidente voltou a dizer que "é preciso conter a despesa pública, porque só pode gastar aquilo que arrecada".