Reforma da Previdência
Brasil Texto da reforma não trará regra mais branda para policiais, diz Maia

Texto da reforma não trará regra mais branda para policiais, diz Maia

Presidente da Câmara dos Deputados avalia que concessão a policiais "poderia gerar efeito cascata"

reforma da previdência

Fala de Maia contradiz discurso feito por deputados

Fala de Maia contradiz discurso feito por deputados

Luis Macedo/Agência Câmara 08.03.2019

Ao contrário do que disseram diversas lideranças partidárias no começo da noite desta quarta-feira (3), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse há pouco que o novo voto do relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), não trará regras mais brandas para os policiais que servem a União. Ele chegou há pouco à sala da comissão especial que analisa a proposta.

"Uma concessão a policiais poderia gerar efeito cascata", disse Maia, após reunião com Moreira e o presidente da comissão especial , Marcelo Ramos (PL-AM).

Comissão da reforma se reúne para tentar votar parecer

Mais cedo, líderes haviam afirmado que existiria um acordo para que os policiais que servem a União se aposentassem com idades menores, de 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. No voto complementar lido, a idade mínima para ambos os gêneros na categoria era de 55 anos.

Os mesmo líderes disseram que o presidente Jair Bolsonaro teria pessoalmente ligado para os parlamentares solicitando a mudança. "Bolsonaro deve ter ligado para parlamentares. É legítimo que o presidente ache que um bom acordo é melhor que um confronto", avaliou Maia.

Ajustes no texto devem atrasar votação da reforma na comissão

Maia confirmou, porém, que não haverá nenhuma menção a Estados e municípios no novo texto. O voto complementar lido ontem por Moreira autorizava os entes a cobrarem contribuições extraordinárias dos servidores.

A comissão especial deve abrir sessão para votar requerimentos e para a leitura do novo voto de Moreira em instantes. Maia disse estar otimista para o início do processo votação do texto ainda hoje, mas lembrou a existência de requerimentos que precisam ser analisados antes. "Se não conseguir chegar no mérito hoje, fica para amanhã. A comissão deve encerrar os trabalhos nesta semana" completou.