Brasil Toffoli nega pedido de suspeição de Moraes feito por Sara Winter

Toffoli nega pedido de suspeição de Moraes feito por Sara Winter

Defesa de ativista investigada em inquérito de atos antidemocráticos alegou perseguição. Presidente do STF ressaltou críticas de Winter a Moraes

  • Brasil | Do R7

A ativista Sara Giromini

A ativista Sara Giromini

Joédson Alves/EFE – 13.05.2020

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, negou o pedido de suspeição feito pela ativista Sara Giromini, que se apresenta como Sara Winter, contra o ministro Alexandre de Moraes no inquérito sobre atos antidemocráticos que tramita na Corte. A decisão é do dia 2 de julho.

Segundo a defesa de Giromini, Moraes estaria impedido de atuar no procedimento porque seria "inimigo declarado" da investigada, "o que é reforçado pela representação criminal formulada contra ela junto à Procuradora-Geral da República". A intenção seria "perseguir" a ativista, segundo a defesa.

Em sua decisão, Toffoli afirmou que "é público e notório que eventual suspeição do ministro Alexandre de Moraes foi provocada pela arguente que, logo após sofrer medidas processuais de busca e apreensão" durante operação da Polícia Federal em maio, autorizada por Moraes, "propalou críticas e ameaças à Sua Excelência por vídeo postado em redes sociais".

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Sara Giromini é investigada como sendo membro de um grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro que acampou na região das Esplanada dos Ministérios e teria participado de atos antidemocráticos onde foram pedidos o fechamento do Congresso e do STF, além do retorno do AI-5 (Ato Constitucional número 5), que ampliou o poder do Executivo durante a ditadura militar, no período de maior repressão. Ela participou ainda de ato com tochas em frente ao STF, entre outras ações.

Giromini foi presa em junho por conta da investigação e foi colocada em liberdade no dia 24, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

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