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Tribunal Europeu nega recurso contra extradição de Pizzolato

Ex-diretor do Banco do Brasil pode ser entregue às autoridades brasileiras a partir de amanhã

Brasil|Do R7, com agências internacionais

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Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeitou nesta terça-feira (6) o pedido de recurso para suspender a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, segundo informou o advogado do brasileiro, Alessandro Sivelli.

— Acho que é difícil de acreditar [na decisão], dado o conhecido anterior [Cesare Battisti], que o Estado italiano tem sido impulsionado pela necessidade de uma cooperação leal entre os Estados, tendo o "Brasil" sempre mostrado insensível às necessidades da justiça italiana.


Foi o próprio Alessandro que declarou ter depositado a liminar pedindo, em caráter de urgência, a suspensão do envio do condenado no processo do mensalão ao Brasil. A informação foi confirmada pelo governo italiano.

Com a decisão, o banqueiro pode ser entregue às autoridades brasileiras a partir de amanhã. Ele deve ser levado pela PF italiana da cidade de Maranello para Roma nesta quarta-feira (7), quando será entregue aos policiais brasileiros.


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A previsão é que o ex-diretor chegue ao Brasil nesse mesmo dia. Pizzolato será levado a São Paulo em avião de carreira e de lá embarcará num avião da PF para Brasília onde fará exame de corpo de delito e depois seguirá para a penitenciária da Papuda onde cumprirá pena.

O presídio para onde será levado Pizzolato é o mesmo que já abrigou outros condenados do mensalão como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula). Uma das agentes que participam da missão é médica.


Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do mensalão, em 2012.

Ele fugiu para Itália em 2013 usando passaporte falso em nome do irmão Celso, morto havia mais de 30 anos, e foi preso em fevereiro do ano passado, na casa de um sobrinho, em Maranello.

O ex-diretor ficou até 28 de outubro de 2014 na penitenciária de Módena, quando o Tribunal de Bolonha negou sua extradição ao Brasil. Ele ficou livre até 11 de fevereiro deste ano, quando a Corte de Cassação concedeu a extradição, decisão contra a qual entrou com o pedido de liminar, sem sucesso. Desde então, o condenado no mensalão aguarda preso a decisão sobre seu retorno ao País.

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