CPI da Covid

Brasil Um em cada três desconhece CPI da Covid no Senado, indica pesquisa

Um em cada três desconhece CPI da Covid no Senado, indica pesquisa

Três em cada dez dizem acreditar que a comissão não vai mudar nada; quanto ao auxílio emergencial, comida é o principal destino

  • Brasil | Do R7

Maioria dos brasileiros tem conhecimento da investigação dos gastos na pandemia

Maioria dos brasileiros tem conhecimento da investigação dos gastos na pandemia

Adriano Machado/ REUTERS 06.05.2021

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7), pela revista Exame, encomendada ao instituto Ideia, mostra que um em cada três brasileiros desconhece a criação da CPI da Covid no Senado Federal. A maioria (67%), porém, já sabe que há uma investigação em curso para apurar gastos do governo federal, estados e municípios na pandemia.

Questionados sobre as razões para a implantação da comissão, 59% disseram aprovar uma CPI para analisar a gestão dos governos na pandemia, enquanto 34% não aprovam ou desaprovam a ideia. Apenas 7% reprovam a iniciativa.

A pesquisa ouviu 1.230 pessoas com mais de 16 anos de idade em todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.

Os respondentes também opinaram sobre eventuais mudanças que a CPI trará para os gestores públicos brasileiros na hora de investir o dinheiro do cidadão. Para 45%, a comissão vai “mudar a abordagem do governo federal em relação à pandemia”, enquanto, para 30%, não vai mudar nada. Outros 25% não souberam opinar.

Sobre os rumos da CPI do Senado, quatro em cada dez (41%) disseram que queriam que a comissão “aumentasse o ritmo de vacinação no país”. Outros 32% miram apontar “os culpados por falta de vacina e falta de equipamento” durante a pandemia. Além disso, 15% querem aumento no “auxílio emergencial para a população” e 9% não souberam. Demais assuntos foram apontados por 3%.

Alvos da CPI

Mais da metade apontaram Mandetta como principal personagem da CPI da Covid

Mais da metade apontaram Mandetta como principal personagem da CPI da Covid

Jefferson Rudy/Agência Senado - 04.05.2021

A pesquisa quis saber os nomes mais importantes já ouvidos ou que ainda precisam prestar depoimento na CPI.

Mais da metade (51%) indicaram o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que já falou aos senadores; 49% apontaram os governadores; 43% querem ouvir o ex-ministro Eduardo Pazuello; 32% aguardam a fala do presidente da Anvisa; e 24% miraram no ex-ministro Nelson Teich, que também já depôs.

Entre os principais governadores a serem ouvidos na CPI, os respondentes apontaram o de São Paulo, João Doria, com 29% das opiniões; o do Amazonas, Wilson Lima, com 18% da preferência; o da Bahia, Rui Costa, com 7%; e Claudio Castro, do Rio de Janeiro, com 6%. Completam a lista Camilo Santana (Ceará) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal), cada um com 4% dos apontamentos.

Como fica a economia?

Compra de comida é principal destino do auxílio

Compra de comida é principal destino do auxílio

Divulgação/Ministério da Cidadania

A maior parte dos entrevistados disse que mudou hábitos de distanciamento social e uso de máscaras diante do agravamento da pandemia, com mais de 400 mil mortes por covid – 77% dos que alteraram alguma prática contra 23% que nada fizeram.

Entre as principais mudanças, estão deixar de encontrar amigos e parentes (38%), frequentar comércios e shoppings (35%), ir a restaurantes (14%), trabalhar (9%) e outras práticas (4%).
Quanto ao emprego, dois em cada três (67%) informaram que o trabalho foi impactado pela pandemia – contra 33% que nada notaram. Praticamente o mesmo percentual (68%) falaram que a renda foi afetada, contra 32% que não sofreram mudanças no salário.

O recebimento do auxílio emergencial, do governo federal, ficou bem dividido entre os entrevistados: 52% não receberam e 48% ganharam o benefício. Quanto à nova rodada do benefício, iniciada em abril de 2021, dois em cada três disseram que voltaram a ganhar a grana (68%).

Entre as principais aplicações do dinheiro do auxílio, estão a compra de comida (71%), pagamento de dívidas atrasadas (26%), gastos com transporte (2%) e outros casos (1%). Para quatro em cada dez entrevistados, o auxílio termina em dezembro. Outros 18% apontam julho de 2021 como término do benefício e 11% miram 2022 para o fim do pagamento – 30% não souberam.

Aprovação de Bolsonaro

Para 30%, CPI da Covid não vai mudar nada no país

Para 30%, CPI da Covid não vai mudar nada no país

Alan Santos/PR - 23.04.2021

Metade dos brasileiros reprova tanto a gestão atual do governo federal como o trabalho de Jair Bolsonaro à frente do Palácio do Planalto, mostra o levantamento.

Em relação à administração Bolsonaro, 50% a consideram ruim ou péssima, 23,8% a julgam regular e outros 24% dizem acreditar ser ótima ou boa. Outros 2% dos respondentes não souberam ou se recusaram a responder. O levantamento mostra que seis em cada dez (64%) dos que têm ensino superior avaliam o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo.

O estudo também perguntou aos entrevistados qual a avaliação do presidente Bolsonaro como principal gestor do país. Mais da metade (52%) desaprovam a postura do ex-militar, enquanto 24% estão satisfeitos com Bolsonaro. Outros 22% ficaram em cima do muro, ao não aprovar ou desaprovar, e 2% não souberam.

“A gente vê claramente que há uma estabilidade na aprovação presidencial. Ótimo e bom estão completamente na margem de erro e ruim e péssimo, também. Vale destacar a força do presidente no Centro-Oeste e a recuperação da aprovação no Norte. Isso se deve ao primeiro mês inteiro da volta do auxílio emergencial. Também vale destacar como o presidente tem performado mal nos grupos de ensino superior e de renda mais alta. É o efeito do ritmo lento de vacinação”, diz Maurício Moura, fundador do instituto.

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