Vazamento de questões da reunião prejudicariam o Brasil, diz Bolsonaro

Presidente reconhece existência de discussões acaloradas e avalia que os encontros ministeriais não devem ser filmados e guardados para registros

"Toda a minha parte está liberada”, afirmou Bolsonaro

"Toda a minha parte está liberada”, afirmou Bolsonaro

Adriano Machado/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (12) que a divulgação na íntegra do conteúdo da reunião ministerial do dia 22 de abril pode prejudicar o Brasil. O sigilo do vídeo está nas mãos do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que apura as acusações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente.

"Espero que as questões de segurança e soberania nacional não se tornem públicas porque isso prejudicaria muito a economia nacional”, avaliou Bolsonaro em entrevista na entrada do Palácio da Alvorada.

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Na avaliação do presidente, os encontros ministeriais não devem ser filmados e guardados para registros futuros. “Acontecem discussões um pouco acaloradas”, revelou o presidente, que disse aceitar que seja retirado o sigilo de tudo o que interessar o processo. "Toda a minha parte está liberada”, afirmou Bolsonaro.

O presidente também reafirmou que não há as palavras Polícia Federal e Superintendência durante toda a reunião. "O que estava falando lá era sobre a preocupa com a minha segurança", declarou.

Bolsonaro ainda aproveitou para lamentar a maneira como o ex-ministro Sérgio Moro deixou o governo federal. "Até acabar o processo eu não quero me colocar no lugar do Sérgio Moro", disse ele.

Questionado sobre as possíveis críticas feitas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, aos ministros da Suprema Corte, Bolsonaro disse que "o que for fora da questão do inquérito não se discute”.