CPI da Covid

Brasil Wilson Witzel abandona CPI durante perguntas de governista

Wilson Witzel abandona CPI durante perguntas de governista

Eduardo Girão citava detalhes das acusações de corrupção no Rio de Janeiro quando ex-governador pediu para se retirar

  • Brasil | Do R7

Witzel bateu boca com senador Jorginho Mello

Witzel bateu boca com senador Jorginho Mello

Adriano Machado/Reuters - 16.06.2021

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, deixou a sessão da CPI da Covid nesta quarta-feira (16) inesperadamente, no meio do interrogatório do senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Quando Girão citava denúncias de corrupção durante sua gestão, o senador foi interrompido pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), que informou que Witzel, valendo-se do direito que o STF (Superior Tribunal Federal) lhe garantiu, de ficar calado ou se ausentar do depoimento.

Girão citava denúncias de superfaturamento na compra de respiradores durante a pandemia e irregularidades na construção de hospitais de campanha.

Pouco antes, Witzel havia discutido asperamente com outro governista, o senador Jorginho Mello (PL-SC). O parlamentar afirmou que o ex-governador, um ex-juiz federal, é uma vergonha ao Judiciário brasileiro por ter se aproveitado do cargo executivo para praticar corrupção. 

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Jorginho disse que Witzel se fazia de santo na comissão, e se dizia perseguido pela Justiça. O ex-governador declarou que no futuro se veria que ele foi vítima de um Ministério Público que inventou fatos para prejudicá-lo.

Após a sessão, Witzel afirmou à imprensa que decidiu deixar a CPI da Covid após o início das ofensas feitas pelos senadores governistas.

Em oitiva tensa, o ex-governador também discutiu com Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

As denúncias contra Witzel levaram o TEM (Tribunal Especial Misto) a decretar seu impeachment em abril de 2021. Pela mesma razão, ele estava fora do cargo desde agosto do ano passado.

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