CPI da Covid

Brasil Wizard apresenta livro e leva bronca na CPI: 'não vai vender aqui'

Wizard apresenta livro e leva bronca na CPI: 'não vai vender aqui'

Presidente da comissão e outros senadores criticaram o gesto do bilionário, que se recusou a responder perguntas

  • Brasil | Do R7

Carlos Wizard apresenta livro na CPI

Carlos Wizard apresenta livro na CPI

TV Senado/Reprodução 30.06.2021

O empresário Carlos Wizard foi repreendido por senadores na CPI da Covid nesta quarta-feira (30) ao mostrar um livro de sua autoria. Ao afirmar que ler a obra seria uma forma de conhecer seu trabalho humanitário em Roraima, ouviu de parlamentares uma bronca sobre o gesto. 

"Não vai vender livro aqui não", afirmou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). O senador Rogério Carvalho (PT-SE) foi outro a questionar a atitude. "Se o depoente não se dispõe a falar, não tem direito de fazer prolesilistmo, autopropaganda, autopromoção, porque isso é um escárnio", afirmou.

A iniciativa se deu quando o empresário era questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre sua religião. Ele preferiu não responder, assim como às demais questões formuladas pelos senadores, apoiando-se em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Wizard é investigado por supostamente participar de um 'gabinete paralelo' que seria responsável pela tomada de decisões na pandemia e pelo aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro. O grupo teria agido em defesa do uso de remédios como a cloroquina - ineficaz contra a covid-19, conforme entendimento de grande parte da comunidade científica internacional.

O bilionário fundador de uma escola de idiomas foi chamado de "charlatão" em diferentes oportunidades da sessão. "Charlatão é exatamente a definição que se dá a alguém que, como o senhor, manda tomar remédios que não têm comprovação científica", afirmou o senador Otto Alencar (PSD-BA). O senador Humberto Costa (PT-PE) também usou o termo afirmando que o empresário praticou "charlatanismo, curandeirismo e exercício ilegal da profissão" ao recomendar remédios como a cloroquina.

Em outro momento da sessão, após Wizard afirmar seguidas vezes que ficaria em silêncio a cada pergunta que lhe era direcionada, Omar Aziz afirmou que seria melhor "pegar um gravador" e colocar na CPI. "Não precisa nem abrir a boca", disse.

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