CPI da Covid

Brasil Wizard nega gabinete paralelo e se recusa a responder questões da CPI

Wizard nega gabinete paralelo e se recusa a responder questões da CPI

Empresário foi à comissão nesta quarta-feira (30) após faltar à primeira convocação afirmando estar em viagem aos EUA

  • Brasil | Márcio Pinho, do R7

Carlos Wizard exibe trecho bíblico na chegada à CPI

Carlos Wizard exibe trecho bíblico na chegada à CPI

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 30.06.2021

O empresário Carlos Wizard afirmou na CPI da Covid nesta quarta-feira (30) que desconhece a existência de um "gabinete paralelo" da pandemia e se recusou a responder perguntas da comissão.

Wizard foi convocado por suposta participação no grupo que seria responsável por tomada de decisões e aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. O "gabinete paralelo" teria defendido a adoção do tratamento precoce e o uso de remédios como a cloroquina, considerada ineficaz contra a covid-19 na visão de grande parte da comunidade científica internacional.

"Afirmo aos senhores, com toda a veemência, que jamais tomei conhecimento de qualquer governo paralelo. Se, por ventura, esse suposto governo paralelo existiu - ou melhor, gabinete paralelo - eu jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito", afirmou o empresário em seu pronunciamento inicial.

Após o pronunciamento, Wizard disse que exerceria o direito garantido a ele por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) de permanecer em silêncio para não produzir prova contra si. 

"Me reservo ao direito de permanecer em silêncio", foi a frase repetida por Wizard após cada pergunta feita pelo relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele manteve a mesma posição diante de perguntas dos demais senadores da comissão.

Passaporte

O bilionário fundador de uma escola de idiomas faltou a convocação para depoimento no dia 17 de junho alegando estar nos Estados Unidos para acompanhar familiares. A filha dele dará à luz em breve. 

O não comparecimento à CPI revoltou os senadores, que pediram à Justiça ordem para a condução coercitiva do empresário e a retenção do passaporte. Os pedidos foram atendidos, mas o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a ordem para condução coercitiva.

A retenção do passaporte, no entanto, foi mantida, e o documento de Wizard foi retido pela Polícia Federal na segunda-feira (28), após o retorno do empresário ao Brasil.

Últimas