Yousseff passa mal e é levado ao hospital em Curitiba

Doleiro foi preso em março durante operação Lava Jato da Polícia Federal

Doleiro Alberto Youssef está preso desde março

Doleiro Alberto Youssef está preso desde março

Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo

O doleiro Alberto Youssef passou mal no início da tarde deste sábado (25) e foi levado para o hospital Santa Cruz, em Curitiba, capital paranaense.

Segundo a superintendência regional da Polícia Federal no Paraná, Youssef continua internado e vai passar por exames. Não há previsão para que o doleiro volte à carceragem.

De acordo com a PF, ele teve uma indisposição entre 13h e 14h e foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou até o hospital, devidamente escoltado por policiais.

Réu da Operação Lava jato, o doleiro está preso desde março na carceragem da PF, na capital paranaense.

Youssef é acusado pela PF de ser um dos chefes de um esquema de desvio de dinheiro investigado pela Operação Lava Jato. Em depoimento prestado no começo do mês, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também preso pela PF, teria acusado o PP, o PMDB e o PT de envolvimento no recebimento de propinas de empreiteiras.

Costa também teria citado o envolvimento do ex-presidente do PSDB no esquema, Sérgio Guerra, que teria recebido propina para "travar" uma CPI da Petrobras no Congresso. A denúncia foi reforçada pelo laranja de Alberto Yousseff, Leonardo Meirelles, que prestou depoimento na última semana.

No mais recente depoimento vazado à imprensa, o doleiro teria afirmado à Polícia Federal e ao Ministério Público em Curitiba que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, teriam total conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.

A informação foi publicada pela revista Veja, que antecipou sua circulação de sábado para sexta-feira (24), a dois dias da votação do segundo turno. A presidente Dilma chamou a publicação da revista de "ato de terrorismo eleitoral". O advogado do doleiro se disse surpreso e afirmou que desconhece o depoimento. Depois, ele mudou a versão e declarou que não poderia "desmentir nem confirmar" a versão do doleiro.

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