3 perguntas: Filipe Barros x Luis Miranda

Confira o posicionamento dos deputados federais sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

  • Brasília | Emerson Fraga, do R7, em Brasília

3 Perguntas

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R7 - As ações do governo como um todo, ou do presidente Bolsonaro em particular, contribuíram para o agravamento da pandemia?

Deputado Filipe Barros (PSL-PR): De maneira alguma. As ações de enfrentamento da pandemia são de responsabilidade individual. Não é possível transferir a culpa para quem quer que seja. Então essa é uma questão a ser enfrentada por cada cidadão brasileiro.

Deputado Luis Miranda (DEM-DF): Relembrar é viver – e o brasileiro tem memória curta. O presidente pratica ações declaradas, a todo o momento, apoiado por pessoas como o deputado Osmar Terra (MDB-RS), que por pouco não se tornou ministro da Saúde. Isso fez com que ele, em 2020, sustentasse que a pandemia não faria mais que 3 mil vítimas no Brasil. O governo contribuiu – e muito – para o agravamento da situação.

R7 - O governo Bolsonaro se elegeu com um discurso anticorrupção e de distanciamento do “centrão”. O eleitor está decepcionado?

Deputado Filipe Barros (PSL-PR): Não decepciona porque continua sendo anticorrupção. Não temos casos de corrupção no governo e acredito que isso será uma constante. Já as negociações com o chamado “centrão”, os blocos e partidos do centro, elas acontecem porque é preciso negociar para que as medidas faladas na campanha sejam colocadas em prática.

Deputado Luis Miranda (DEM-DF): Ainda acredito que o brasileiro eleitor do Bolsonaro não entendeu o que está acontecendo. Nós, literalmente, votamos em um candidato com uma bandeira de combate à corrupção e elegemos mais do mesmo. Muitas pessoas ainda vão se decepcionar, porque essa é só uma das ações incoerentes com a política de campanha. 

R7 - O presidente contribui para uma crise institucional entre os poderes e para um ambiente de instabilidade no País?

Deputado Filipe Barros (PSL-PR): Não, o presidente apenas reage às provocações institucionais de outros poderes, como o Judiciário, que por meio de sua mais alta corte, o STF, tem extrapolado os limites. Ao que me parece, o STF virou um partido político de oposição ao governo.

Deputado Luis Miranda (DEM-DF): O presidente cria uma cortina de fumaça no momento em que temos uma inflação insuportável. Por muito menos, por R$ 0,25, o povo foi às ruas pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Somos a quarta pior gestão macroeconômica do mundo, o quarto maior índice de inflação durante a pandemia. Se o povo resolver focar no que importa, o governo não seguraria a população nas ruas. Não sou oposição, sou de direita, mas esse governo é vergonhoso.

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