Meio Ambiente

Brasília 'Amazônia é deserto digital', diz ministro do Meio Ambiente

'Amazônia é deserto digital', diz ministro do Meio Ambiente

Joaquim Leite elogiou leilão do 5G e disse que, com a tecnologia, cenário vai mudar; ministro não citou recorde de desmatamento

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, fala em painel sobre negócios sustentáveis na Amazônia

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, fala em painel sobre negócios sustentáveis na Amazônia

Reprodução Youtube

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou, nesta sexta-feira (12), que "a Amazônia é um deserto digital", mas a implantação do 5G (rede móvel de quinta geração) deve mudar o cenário. As declarações foram feitas durante o painel "Negócios Sustentáveis na Amazônia", realizado no Pavilhão Brasileiro, na 26ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26).

Leite elogiou o leilão realizado na semana passada dizendo que houve uma preocupação com a Amazônia. "Um leilão que olhou para o projeto de colocar na Amazônia, sem cortar árvore, uma estrutura de 5G fantástica para você empreender", afirmou. No painel, o ministro ressaltou que a rede móvel de quinta geração dará mais oportunidade ao empreendedorismo.

"Não pode haver um deserto digital na Amazônia e querer que ela empreenda. É quase impossível empreender sem comunicação, sem educação, sem conhecimento. As cooperativas não vão chegar lá nunca porque, se você chegar lá e não tiver comunicação, não tem como transferir toda essa tecnologia que a gente viu", ressaltou. 

Joaquim Leite defendeu a ideia de que o Brasil está muito à frente em relação à sustentabilidade e a alcançar metas ambientais ambiciosas. "Entendemos que via cooperativismo seremos mais fortes, inclusive nesse desafio de uma economia verde. Não são as ambições para 2030, 2040 ou 2050, eu acho que o interessante aqui é mostrar um Brasil que faz. E acho que o cooperativismo está fazendo um ótimo papel", frisou.

O ministro argumentou que o produtor que empreende presta um papel importante de preservar e proteger a Amazônia, além de gerar emprego baseado em serviços ambientais, em conservar a floresta nativa. "Isso é um desafio não só da Amazônia, não só de um bioma, mas de todos os nossos biomas. E é um desafio global. O governo está nesta linha do empreendedorismo; o governo busca como podemos acelerar bons projetos", declarou.

O Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) divulgou nesta sexta-feira que em outubro houve recorde de desmatamento para o mês na série histórica do sistema Deter — B, que teve início em 2016. O ministro não falou sobre o assunto durante o painel. Ele falará novamente à tarde, quando fará um balanço da COP26

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