Brasília Anvisa e Butantan alinham últimas pendências da CoronaVac infantil

Anvisa e Butantan alinham últimas pendências da CoronaVac infantil

Na reunião que ocorre nesta quinta-feira (13) não haverá aprovação da vacina, decisão que cabe à diretoria colegiada

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

Butantan espera aval da Anvisa para aprovar uso pediátrico da CoronaVac

Butantan espera aval da Anvisa para aprovar uso pediátrico da CoronaVac

Instituto Butantan/Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Instituto Butantan se reúnem nesta quinta-feira (13) para alinhar as últimas pendências em relação ao pedido do uso da CoronaVac em crianças de 3 a 11 anos. A decisão, no entanto, não será dada no mesmo dia, cabendo à diretoria colegiada deliberar sobre o tema. 

Isso porque, diferentemente da Pfizer e da AstraZeneca, a CoronaVac não possui registro definitivo, o que obriga a que a decisão em relação à vacina do Butantan passe pelo crivo dos diretores da agência, sendo aprovada ou não por maioria simples. 

Nesta semana, o Butantan apresentou dados de um estudo que avalia a efetividade do imunizante tendo como base a vacinação de crianças no Chile. A Anvisa pediu esclarecimentos adicionais, que devem ser fornecidos na reunião desta quinta. Outra pendência são ajustes em relação ao plano gerencial de riscos. 

A reunião é fechada e conta com a participação de representantes das sociedades médicas. O objetivo é discutir "dados e definição de eventuais compromissos, em caso de autorização de uso da vacina".

Caso as respostas sejam satisfatórias, a tendência é de uma deliberação rápida em relação à vacinação pediátrica, cujo pleito já se arrasta desde julho de 2021, quando o Butantan entrou com o primeiro pedido. A documentação foi avaliada e não houve aprovação, por limitação de dados dos estudos apresentados naquele momento.

Desta vez, a expectativa do governo de São Paulo é pela aprovação. Apesar de o governador João Doria (PSDB) esperar a liberação ainda nesta semana, essa não é a previsão da Anvisa, que ainda precisa se debruçar sobre os dados a serem complementados. O estado tem 15 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 prontas para utilização. 

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