Brasília Após renúncia de presidente da Petrobras, Lira diz que 'não há o que comemorar' 

Após renúncia de presidente da Petrobras, Lira diz que 'não há o que comemorar' 

Na semana passada, presidente da Câmara cobrou de José Mauro Ferreira Coelho sua saída da empresa; deputados cogitam abrir CPI

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados - 19.05.2022

Após o anúncio feito pela Petrobras de que José Mauro Ferreira Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa nesta segunda-feira (20), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a saída de Coelho do cargo não é motivo de comemoração.

"Não há o que comemorar nos fatos recentes envolvendo a Petrobras. Não há vencedores nem vencidos. Há só o drama do povo, dos vulneráveis, e a urgência para a questão dos combustíveis", publicou o deputado em uma rede social.

"A hora é de humildade por parte de todos, hora de todos pensarem em todos e de todos pensarem em cada um. A intransigência não é o melhor caminho. Mas não a admitiremos. A ganância não está acima do povo brasileiro", acrescentou.

Desde a semana passada, Lira tem feito duras críticas à Petrobras, sobretudo pelo anúncio de um novo reajuste para os preços da gasolina e do diesel. O deputado reclamou que a empresa não tem sensibilidade com a população e prometeu uma reação do Congresso Nacional contra a política de preços da petroleira.

Neste domingo (19), ele defendeu a divulgação de detalhes sobre o funcionamento da empresa e a atuação dos seus funcionários. "Não queremos confronto, não queremos intervenção. Queremos apenas respeito da Petrobras ao povo brasileiro. Se a Petrobras decidir enfrentar o Brasil, ela que se prepare: o Brasil vai enfrentar a Petrobras. E não é uma ameaça. É um encontro com a verdade", afirmou.

Ainda nesta segunda, Lira terá uma reunião com os líderes de cada partido na Câmara para discutir qual tipo de proposta contra a Petrobras os deputados podem analisar. Entre as alternativas, há a possibilidade de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar irregularidades na gestão da empresa.

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