Brasília Atentado no RJ ocorre na noite de aprovação de pauta antiterrorista

Atentado no RJ ocorre na noite de aprovação de pauta antiterrorista

Homem lançou bomba contra consulado da China na quinta-feira; ele não foi localizado

  • Brasília | Alexandre de Paula, em R7, em Brasília

Câmeras de segurança registraram momento do atentado

Câmeras de segurança registraram momento do atentado

Reprodução/ Record TV

Na mesma noite em que a comissão da Câmara dos Deputados aprovou o relatório de um projeto voltado para combater o terrorismo no Brasil, um homem lançou uma bomba no consulado da China no Rio de Janeiro. O fato ocorreu na quinta-feira. Neste sábado (18/9), a representação do país asiático no Brasil divulgou nota em que agradece  a solidariedade das autoridades diplomáticas brasileiras em relação ao atentado.

“Agradecemos aos embaixadores e missões diplomáticas no Brasil pela solidariedade ao Consulado Geral da China no Rio de Janeiro, além dos amigos e instituições brasileiros. O status das missões diplomáticas e consulares deve ser respeitado e não violado”, diz o texto publicado pela Embaixada da China no Brasil, no Twitter.

O atentado se soma a outros casos anteriores. Em dezembro de 2019, um grupo de extremista lançou artefatos explosivos contra a sede do grupo de comédia Porta dos Fundos, também no Rio de Janeiro.

No último dia 2, a Polícia Federal prendeu um homem no Paraná suspeito de participar da organizações de atos de terrorismo. O jovem teria ligação com grupos radicais islâmicos no exterior. Nas buscas, foram encontradas uma espingarda calibre 32 e réplicas de armas.

Projeto

De autoria do deputado Vitor Hugo (PSL-GO), o projeto, cujo relatório foi aprovado na quinta-feira (16), regulamenta ações do Estado para combater atos considerados de terrorismo.

O texto cria um Sistema Nacional Contraterrorista (SNC) que coordenaria ações de inteligência para barrar a formação de células extremistas no Brasil.

O texto também permite ao presidente da República controle direto da autoridade nacional contraterrorista, que teria integrantes militares e civis supervisionados pelo Gabinete de Segurança Institucional. A proposta também estabelece que haveria excludente de ilicitude —  quando se exclui a culpa de agentes por ações ilegais — em caso de uso excessivo da força. 

Críticos das medidas afirmam que, na prática, a estrutura poderia ser usada para reprimir movimentos sociais.

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