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Brasília Bolsonaro diz que tentará revogar lei de medidas contra a Covid-19

Bolsonaro diz que tentará revogar lei de medidas contra a Covid-19

A apoiadores, presidente lembrou que o STF prorrogou as medidas excepcionais. Foco do presidente é barrar vacinação obrigatória

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília

Adriano Machado/Reuters - 02.09.2021

Em interação com apoiadores na manhã desta segunda (6/9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que pretende revogar, por medida provisória, lei de combate à pandemia da Covid-19, especialmente no que diz respeito à vacinação compulsória, umas das medidas de enfrentamento.

A fala foi uma resposta a simpatizantes que agradeceram a posição do presidente.  "Quem decidiu prorrogar foi o Supremo Tribunal Federal. Era para ter acabado em 2020, que nem vacina tinha", disse o presidente. “Vou ver se eu consigo, por MP, revogar esse dispositivo da vacina”. 

O STF prorrogou a vigência das medidas sanitárias, mesmo com fim do estado de calamidade pública em 31 de dezembro de 2020. Com a decisão, ficou a autorizada a realização de medidas como isolamento e quarentena, previstas na lei 13.979/20.

Em dezembro do ano passado, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu manter a vigência de dispositivos da lei para além do dia 31,  quando considerou que a pandemia aparentava estar progredindo, inclusive em razão do surgimento de novas cepas do vírus, possivelmente mais contagiosas.

Nas redes 

Mais cedo, o presidente usou o Twitter nesta segunda-feira (6) para falar sobre as comemorações pelo 7 de Setembro. Ele defendeu o direito de manifestação da população, incluindo integrantes do Poder Executivo Federal que não estejam em serviço.

"Independência está associada à liberdade. Assim sendo, também no escopo dos incisos XV e XVI, do art. 5° da nossa CF, a população brasileira tem o direito, caso queira, de ir às ruas e participar dessa nossa data magna em paz e harmonia", postou o presidente.

"O mesmo se aplica a todos os integrantes do Poder Executivo Federal que não estejam de serviço. Que a liberdade individual seja a máxima nesse marcante evento de nossa soberania."

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