Brasília Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes 

Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' em Guedes 

O presidente da República não abriu mão do ministro da Economia, mesmo após o economista pedir para sair 

  • Brasília | Bruna Lima e Isabella Macedo, do R7, em Brasília

Bolsonaro se pronuncia nesta sexta-feira

Bolsonaro se pronuncia nesta sexta-feira

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fica no cargo, conforme antecipou mais cedo o blog do Nolasco, do R7. O mandatário fez um discurso de apoio ao economista, nesta sexta-feira (22), após a manifestação de que ele queria deixar o posto. "Tenho confiança absoluta nele", disse Bolsonaro. 

O ministro negou que tenha pedido para deixar o governo. "Eu não pedi demissão. Em nenhum momento eu pedi demissão. Em nenhum momento o presidente insinuou qualquer coisa semelhante", afirmou.

Admitindo a grave situação econômica brasileira, o presidente atribuiu o cenário à política do "fique em casa e a economia a gente vê depois". Para contornar o cenário, Bolsonaro frisou a necessidade de ampliar o Bolsa Família e garantiu que, mesmo com a alternativa de extrapolar o teto de gastos, o valor do benefício estipulado em R$ 400 mensais "tem responsabilidade". "Não faremos nenhuma aventura porque não queremos colocar em risco a economia."

Sobre o auxílio diesel aos caminhoneiros, medida que o governo federal articula para barrar uma paralisação geral da categoria, o mandatário afirmou que os gastos ficariam abaixo de R$ 4 bilhões e que estariam dentro do orçamento. Mesmo com a proposta, os caminhoneiros ainda ameaçam uma greve. 

Teto de gastos

Guedes comentou ainda a polêmica da possibilidade de furar o teto de gastos com o Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família. Segundo ele, havia um plano de fazer um programa social dentro do teto, em torno de R$ 300, com a fonte do imposto de renda. "Então teria o espaço fiscal e a fonte. De repente chegou o meteoro, temos um limite de gastos e um outro ministério nos pediu para pagar muito mais do que estava previsto. Vamos inviabilizar o programa social? Não. Elaboramos o que seria uma PEC dos precatórios", avaliou o ministro.

"Começou uma aparente briga entre ala política e ala econômica. Tem uma ala política que pede auxílio de R$ 500, R$ 600, R$ 700, e a ala econômica diz que só pode até R$ 300. Ora, temos que ter uma linha no meio. Nós entendemos os mais jovens que dizem que não pode furar o teto, e entendemos quem diz que o teto é um símbolo, mas que não podemos deixar milhões passando fome para tirar [nota] 10 em política fiscal e zero no auxílio", disse ainda Paulo Guedes. 

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